Opinião: Carlos Coelho

Marca Portugal, de Bragança ao Cabo da Boa Esperança

" Somos menos velhos, mas ainda temos um grande Restelo de dúvidas."

Esta semana não consegui cumprir a minha agenda nacional. Tive de desmarcar os compromissos na Ilha Terceira e na Guarda, mas estive no litoral: em Barcelos e em Lisboa, e escrevo do interior, ou melhor, do campo, na maravilhosa Vila Real de Trás-os-Montes, no magnífico Solar de Mateus. Estas maratonas semanais, dão-me um conhecimento que compensa largamente o cansaço e que me permite ir fazendo o puzzle identitário do País. Tomei uma decisão emotional-racional e ando movido a eletricidade, o que me obriga a constatar a forma errática como no passado se desenhou o futuro da mobilidade elétrica em Portugal. Oportunidades perdidas ou apenas oportunistas que desviaram recursos para interesses particulares. Tem sido muito assim nas últimas décadas. Portugal é um país demasiado pequeno para se “roubar” tanto. E muitos destes subaproveitamentos de recursos são de natureza não imaterial. Um dos casos, foi o uso da marca do nosso navegador maior, Fernão Magalhães, como forma de propaganda política ao serviço de uma falsa modernidade; de um “computador” que foi exibido como uma arma do regime.

Portugal é uma autoestrada de genialidades mas também de recursos adiados, uns queimados, outros mal intensificados, outros ignorados, a maioria desvalorizados.
Neste hiperloop nacional, onde me movo romantizado pelo idealismo das marcas e pelo futuro do nosso Portugal Genial, afronta-me a ideia de descontinuidade de um presente que não está a saber ligar o passado com o futuro.

É certo que estamos a ser capazes de nos reconciliar com a nossa marca. Estamos claramente num ciclo de renascimento. Somos menos velhos, mas ainda temos um grande Restelo de dúvidas. Não nos chegam os exemplos do desporto, da música, da arquitetura, da ciência, das artes incluindo a culinária, dos vinhos e de um sem-número de números um do mundo, para acreditarmos que chegou a nossa vez; em vez de ficarmos encadeados com a luz dos holofotes e continuarmos empobrecidos, material e imaterialmente.

O desafio da marca de Portugal é valer mais, é perder o seu lado burguês pobre, desavergonhar-se, vender mais caro. Precisamos de acabar com os pedintes do regime e de energizar os contribuintes de uma nova ordem, que se quer Marquista, de um país universalista, de Bragança ao Cabo da Boa Esperança, que é o que sempre nos fez mover. O mundo!

Presidente da Ivity Brand Corp e da Associação Portugal Genial

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