Marca Portugal (quase) tudo de bom!

No final de mais um ano o que me importa questionar é se valorizámos a nossa marca ou se apenas marcámos passo num percurso contextualmente favorável.

Não fosse a natureza pintar de negro o abandono do país que vive longe da vista e do coração, e Portugal no seu todo, mas em particular no Porto, na Madeira e em Lisboa, teria tido um ano genial.

É impressionante a energia multicultural da capital, é indiscutível o impacto positivo da Web Summit ou do pôr do Sol no topo da concha do Maat.

É lindo o novo terminal dos cruzeiros (neste caso muito discutível o impacto da sua presença no coração da cidade). Lisboa foi em 2017 a vibrante capital da esperança de uma Europa que elegeu Mário Centeno para presidente do Eurogrupo, um orgulho para Portugal e para o seu modelo de governação económica (mas importa lembrar que antes já tinha acontecido uma nomeação de grande peso político. Durão Barroso foi eleito presidente da Europa e daí não resultaram nenhuns benefícios diretos para Portugal).

Nesta altura do ano, num tempo de balanços e planos de futuro, Portugal vive inebriado a semana mundial das trocas como um gigante formigueiro de gente nos centros comerciais.

O consumismo da época troca presentes pelo futuro de um salário mínimo que caminha, lento, para 600 euros, muito longe dos 2000 euros do Luxemburgo que, por sinal, ou ironia, tem uma forte influência portuguesa.

A marca de um país depende de um juízo de valor coletivo. Os portugueses estão em processo de reconciliação com Portugal e deste exercício começa a resultar um forte movimento de valorização nacional.

Continuamos, no entanto, um pouco enevoados, ainda a desenhar o mapa do país sem incluir as ilhas, a ignorar a força da nossa diáspora, a desconhecer a história e a dimensão multinacional da nossa língua e cultura universalista.

A marca de um país não é apenas uma questão de orgulho nacional, mas do impacto que tem a força ou a fraqueza dessa marca na economia.

A cada ano temos um novo ponto de partida de um caminho que se faz passo a passo, dia a dia, todos os dias; misto de talento e descaramento para transformar passado em futuro, ideias em riqueza.

2018 está aí para continuarmos o caminho de valorização da marca do nosso tão querido Portugal Genial. Um ano que queremos bom de tudo, para todos!

Presidente da Ivity Brand Corp e da Associação Portugal Genial

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