Menos tricas, mais foco e trabalho

Fechado que está o último capítulo da crise política, com a aprovação do Orçamento Geral do Estado para 2022, é altura de olhar em frente e preparar caminho no roteiro para o crescimento e para a competitividade. As empresas não se movem com discussões parlamentares, acusações entre bancadas, extremismos ou tricas políticas. As organizações privadas precisam de estabilidade governativa e económica para focar, de uma vez por todas, no que é importante: trabalhar, crescer, inovar e expandir.

Com a conjuntura ainda afetada pela pandemia e pela guerra, o esforço para dar a volta por cima é ainda maior do que foi até 2020, quando passámos a conhecer o significado da palavra covid-19. A esse esforço redobrado junta-se a equação da inflação, taxas de juro e matérias-primas em alta, temas já aqui abordados no espaço desta crónica, e mistura-se ainda o gigantesco desafio da industrialização, da digitalização e das medidas para mitigar os efeitos das alterações climáticas. Este tripé determinará o posicionamento do nosso tecido empresarial no futuro, a sua diferenciação no mercado perante os seus concorrentes e a própria capacidade de competir, de disputar território.

Daqui a dois dias chegará a Hannover mais de uma centena de empresas industriais portuguesas que vão mostrar à Alemanha o que de melhor se faz neste cantinho da Europa, mas também vão aprender com uma panóplia de expositores internacionais que representam o state of the art da indústria. Hoje o chão de fábrica já não se pinta apenas a óleo, ferrugem, porcas e parafusos perdidos, mas retrata-se, cada vez mais, com tonalidades de inteligência artificial, robótica e data.
Inovações que começam a ser fundamentais também noutras áreas de negócio, como o turismo.

Ontem, numa conferência organizada pela AHRESP, os oradores alertaram para a necessidade urgente das empresas da hotelaria e restauração acelerarem no trilho digital. Neste setor, que tanto faz crescer a economia nacional e que será o grande responsável pela criação de riqueza neste ano, os quartos e cozinhas deixaram de ser apenas sinónimo de dormidas e tachos e passaram a ser ligações diretas a plataformas online de delivery, centros de gestão de informação de dados digitais e aplicações personalizadas de serviços. Tal como a indústria já começou a desbravar caminhos no paradigma 4.0, já é altura de também a hotelaria e restauração entrar neste campeonato da primeira liga.

Jornalista

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