Opinião: João Coutinho

Ninguém é insubstituível?

steve-jobs-macbook-air-960x540_c

“Ninguém é insubstituível”, é uma máxima muito comum de se ouvir no meio empresarial.

É tanto verdade, quanto mentira. É verdade que, quando alguém morre ou muda de emprego, as empresas continuam, mas também é verdade que quem faz as empresas são as pessoas. Basta uma pessoa sair ou entrar, para tudo mudar.

Quando o Steve Jobs morreu, a Apple deixou de inovar. Atualmente, o elemento que está a segurar é o design e aposto que se o Jony Ive sair, a marca vem por aí abaixo. A Crispin Porter desapareceu do mapa no dia a seguir ao Alex Bogusky ter saído. São tantos os exemplos que certamente cada um de nós já viveu um momento em que o líder da empresa onde trabalha saiu, e as coisas mudaram da noite para o dia. As pessoas saem, porque não se identificam com a nova liderança. Os clientes rescindem contrato. Também acontece o inverso. Alguém que entra numa empresa para gerir, e o seu efeito é automático. O novo líder começa a galvanizar as tropas, o trabalho começa a ter resultados, novos clientes vêm bater à porta. A verdade é que as empresas vão sobrevivendo e as algumas marcas tem longevidade, às vezes centenária. O que irá acontecer com as bandas?
Os Thin Lizzy são uma banda de hard rock, formada em Dublin em 1969. Após 50 anos, a banda continua em tour, mas com um pequeno detalhe: não conta com um único membro da formação original. Os Alice In Chains, vão pelo mesmo caminho: metade da formação original morreu, incluindo o vocalista e alma da banda. Felizmente, os Rolling Stones estão todos vivos e aí para as curvas. Vários dos elementos, já passaram os 75 anos de idade e tocam juntos há meia década. Fico curioso de saber se, quando os membros dos Rolling Stones começarem a morrer, vão ser substituídos progressivamente. Será que as bandas vão ser como as marcas: eternas?

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
Teste - Redação DV

Liberdade e sustentabilidade dos media, com ou sem apoio do governo?

Regime dos residentes não habituais garante isenção de IRS a quem recebe pensões do estrangeiro.
(Reinaldo Rodrigues/Global Imagens)

Primeiros 18 residentes não habituais prestes a perder benefício

Salvador de Mello, CEO do grupo CUF (Artur Machado/Global Imagens)

CUF vai formar alunos médicos de universidade pública

Outros conteúdos GMG
Ninguém é insubstituível?