Opinião: Manuel Falcão

Novidades, tendências & curiosidades digitais

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Um relatório recente sobre os princípios de atuação mais frequentes dos maiores publishers digitais dá algumas indicações que vale a pena ter em conta. O estudo Digital Publishers Report, divulgado pelo site Digiday, analisa as práticas de uma centena de editores e destaca alguns fatores que, na sua opinião, permitem obter os melhores resultados. O estudo estima que as receitas provenientes de conteúdo digital patrocinado deverão triplicar até 2021 e as previsões do mercado internacional apontam para uma subida progressiva e constante dos preços da publicidade em meios digitais nos próximos anos. Vale a pena conhecer algumas das principais conclusões do relatório referido. Em primeiro lugar, a plataforma preferida para trabalhar conteúdos: 55% dos inquiridos declarou utilizar e preferir a plataforma WordPress. Em segundo lugar os publishers digitais consideram que a diversificação das receitas é o único caminho possível para garantir que o negócio seja saudável. Foram referidas cinco estratégias principais de monetização: 79% dos publishers obtêm receitas da publicidade nas suas propriedades digitais. Mas outras fontes de receita incluem a indicação de links afiliados (30%), vendas de assinaturas (22%), branded content e publicidade nativa (18%) e eventos fora do ambiente digital (12%). As newsletters e os e-mails continuam a ser a forma mais popular de os publishers contactarem o seu público e aumentarem o tráfego nos seus sites e são utilizados por 80% dos inquiridos. A presença em social media faz o pleno – é universal, todos a têm, pelo menos numa plataforma, frequentemente em mais do que uma. Outro dado a ter em conta é que existe uma correlação acentuada entre a frequência da publicação de conteúdos novos e o tráfego obtido. Enquanto os modelos de negócio e a forma de elaboração e utilização de conteúdos varia, a verdade é que o ponto comum é que a grande maioria dos publishers com bons resultados produz e disponibiliza grandes quantidades de novos conteúdos a um ritmo semanal. Finalmente a maior parte dos publishers permite acesso ao seu arquivo como forma de prolongar a permanência no site e oferecer maior possibilidade de exposição da publicidade dos seus anunciantes.

Para aligeirar termino com um outro estudo, levado a cabo pelo Flipboard e que analisa a correlação entre os conteúdos consumidos pelos seus 145 milhões de utilizadores e que permitirá a algumas marcas encarar a segmentação à luz de nova informação. Assim, por exemplo, 79% das pessoas que leem sobre sapatos de desporto também se interessam por artigos sobre negócios e economia, o que ultrapassa os 70% que procuram informação sobre festivais musicais e que também querem saber de noticiário económico. Outras curiosidades: 59% de pessoas que procuram artigos sobre animais domésticos também procuram informação sobre política e 52% das pessoas que pesquisam artigos sobre nutrição querem ler artigos sobre marketing.

Diretor-geral da Nova Expressão, Agência de Planeamento de Media e Publicidade

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