Novo governo, prioridade à economia 

Em breve Portugal formará um Governo com maioria absoluta. Que prioridade terá, neste novo mandato, a nossa economia? É urgente garantir uma estabilidade governativa, essencial ao desenvolvimento e crescimento económico e social de Portugal. 

Sem empresas, não há emprego nem economia. Só com empresas mais fortes e dinâmicas, podemos todos ver cumprido uma das principais promessas eleitorais do PS: o aumento do salário mínimo para 900€. E que essa promessa seja cumprida, sem prejudicar a normal evolução do salário médio.

As empresas precisam de um novo vigor para voltarem a investir mais e a criar mais emprego. Precisam de sentir confiança e reconhecimento, por parte dos seus colaboradores, dos seus clientes, e da opinião pública, mas também de estímulos e incentivos dos decisores políticos. 

A proposta de Orçamento do Estado para 2022 (e seguintes) deve prever mais incentivos à recuperação económica, de forma a conferir um apoio suplementar às empresas e para que estas possam investir no sentido da recuperação e da sua capitalização.

Apesar da crise e da incerteza quanto ao futuro, as empresas mostram resiliência e confiança, continuando a investir, investimento esse que se traduz na diminuição da taxa de desemprego - situando-se no nível mais baixo dos últimos 10 anos, segundo dados divulgados pelo  Instituto Nacional de Estatística (INE) - e no aumento da exportação, que até outubro cresceram 4,3%, em comparação com os números registados em 2019, no pré-pandemia, também segundo dados do INE. No entanto são necessárias novas medidas de apoio, em 2022, na resposta ao impacto da pandemia.

É preciso apoiar as PME tendo em conta a progressão da economia nacional. Não restam dúvidas: na crise de 2009-2013 perderam-se cerca de 164 mil empresas, mas nos quatro anos seguinte surgiram mais de 200 mil novos registos. Em relação às pequenas empresas, desapareceram cerca de 11 mil entidades, mas foram criadas, mais tarde, entre 2014-2018 mais de 7 mil registos. Por sua vez, relativamente às médias empresas, morreram cerca de 1100 empresas, mas, entretanto, surgiram quase 1300 novos registos.

As épocas de crise aceleram aquilo a que Schumpeter, economista muito ligado à inovação, chamou de criação destruidora: novas empresas que vêm substituir outras que já estavam obsoletas ou que simplesmente não tinham conseguido adaptar-se às alterações do mercado. Por isso, é também necessário reforçar uma cultura de empreendedorismo e inovação e de mecanismos para apoiar estas novas empresas que vão sendo criadas.

Não é demais afirmar: Portugal tem um tecido empresarial resiliente, fruto da persistência dos seus empresários, que melhoram constantemente os seus processos: de gestão, produtivos e de marketing, muitos com orientação para mercados internacionais. Apostam em processos colaborativos, sistemas tecnológicos e processos de transformação digital, por tudo o que as empresas e os empresários continuam a demonstrar e porque são os principais impulsionadores da economia, contamos com este novo Governo para acompanhar e incentivar ainda mais, para bem de todos.

Carlos Gouveia, CEO Scoring

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