O admirável Mundo Novo da América

Neste novo tempo que estamos a viver, marcado pelo pós pandemia e efeitos económicos e sociais da Guerra da Ucrânia, ganha cada vez mais importância a afirmação dos mercados na estratégia de crescimento competitivo das empresas. O desafiante mercado americano, com toda a sua dinâmica de inovação e crescimento, é um dos melhores exemplos e importa destacar as boas práticas nesta matéria. A importante fileira da madeira e mobiliário é um desses exemplos - a sua associação representativa AIMMP acaba de organizar uma importante presença de empresas em Nova Iorque numa das feiras mais marcantes do setor e a empresa Ribadão consolida a sua presença neste competitivo mercado a partir de Miami.

A fileira da madeira e mobiliário, que tem apresentado números muito positivos em matéria de alguns dos principais indicadores económicos - crescimento, exportações, rentabilidade, entre outros - depois das experiências de sucesso nos novos mercados do Médio Oriente (com destaque para a participação de grande impacto na EXPOI DUBAI), assume agora o mercado americano como um desafio estratégico para o futuro. Na sequência do grande sucesso desta participação em Nova Iorque são muitas as oportunidades que a associação liderada por Vitor Poças tem pela frente neste mercado de grande dimensão e poder de compra, também abordado de forma estratégica pela AICEP que vai abrir uma nova antena em Chicago.

No caso da Ribadão, empresa de referência no setor, a consolidação da sua presença no mercado americano é um bom exemplo de quão importante é saber abordar as oportunidades que este representa de forma aberta e competitiva. Liderada neste mercado por Pedro Tavares, a empresa tem desenvolvido a partir da sua base em Miami uma agenda de posicionamento estratégico dos seus produtos, com foco em nichos inteligentes de valor acrescentado e forte dimensão competitiva com forte impacto em termos de rentabilidade. Uma estratégia que está muito de acordo com os investimentos a nível produtivo que a empresa gerida por Armando Tavares está a realizar em termos da sua capacidade produtiva, num contexto de aposta em novas soluções inovadoras e criativas.

Estes dois exemplos são a demonstração clara de que a aposta em novos mercados estratégicos - como o americano - será crítica para o futuro da nossa economia e das suas fileiras mais representativas. Este é um exercício exigente e complexo que implica um compromisso inteligente entre a abordagem individual de cada empresa e o efeito alavanca liderado por entidades representativas como as associações e os clusters. No caso da fileira da madeira e mobiliário esta articulação tem dado bom resultados - como os indicadores económicos demonstram -e as perspetivas para o futuro são muito desafiantes e animadoras.

A Economia Portuguesa precisa de um novo choque. E compete às fileiras e às suas empresas a liderança do processo de mudança. Impõem-se exemplos capazes de projetar no país uma dinâmica de procura permanente da criação de valor e aposta na criatividade. Num tempo de mudança, em que só sobrevive quem é capaz de antecipar as expectativas do mercado e de gerir em rede, numa lógica de competitividade aberta, os bons exemplos - como o mobiliário e madeira - não podem demorar. Têm que ser a base do futuro que queremos que seja já hoje!

(Nota: O autor escreve segundo o Antigo Acordo Ortográfico)

Francisco Jaime Quesado, Economista e Gestor - Especialista em Inovação e Competitividade

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