Opinião

O futuro da distribuição será omnicanal

Marcas distribuição perdem terreno

Já é quase um lugar-comum dizer que hoje vivemos na distribuição e na logística comercial momentos revolucionários mas …assim é de facto, pois já lá vai o tempo da economia agrícola e depois de passarmos pela logística militar e industrial chegámos hoje à gestão científica e estratégica da distribuição comercial.

A evolução do conceito de supply chain para o conceito demand chain, das empresas brick & mortar e pure on-line para o omnichannel, da atual Internet-of-things (IOT) para a futura internet-of-everythings(IOE), do retalho costumer centric para a integração AAA (anytime, anywhere, any device). Ou seja, e em síntese, todas as mudanças que constituem a transformação digital do retalho, da logística e, no fundo, dos negócios.

Em particular, na logística, há que sublinhar a efetiva necessidade de racionalizar os custos logísticos, em face do aumento dos fluxos de mercadorias, de baixar o custo de posse de stock, através de processos de cross-docking e de processos de melhoria contínua como o Lean, o Kai-Zen ou o TOC. Assim como do reequacionar as estratégias de distribuição e abastecimento dos próprios produtores, dos grossistas e retalhistas, do repensar política de outsourcing logístico e do ajustamento da logística às necessidades de novos mercados por força da incontornável tendência de internacionalização.

Estando conscientes que a pressão sobre custos é cada vez mais intensa torna-se igualmente imperativo a alteração da tipologia dos pedidos, da última milha e da logística urbana ou capilar, o assumir a multimodalidade como forma de responder ao sector exportador, Bem como o facilitar os processos de troca e partilha de informação, e naturalmente, o continuar a implementar a colaboração horizontal e a rastreabilidade de modo a atingirmos logística omnicanal com gestão centralizada stocks, mais serviço e menos inventário.

Só desta forma as empresas poderão preparar o seu futuro porque, segundo o estudo “Beyond – Portugal Digital Transformation”, da EY Portugal, com o crescimento do e-commerce e a população mundial a chegar aos 11 biliões em 2050, prevê-se que o volume de encomendas quadruplique até essa data.

José António Rousseau, Investigador da UNIDCOM/IADE/IPAM

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