O "just do it" pós-confinamento

Há setores que nunca param. O da comunicação social é um deles. Mais do que um negócio empresarial, o jornalismo é uma missão e um serviço público pelo qual nos cabe zelar, enquanto cidadãos. Não é um dever apenas dos profissionais do setor, como eu, mas de todos os portugueses. Por isso, continuamos aqui, todos os dias com os leitores, cumprindo o dever de informar com rigor, transparência e independência. Os números da pandemia de covid não assustam (mas preocupam) os jornalistas, pelo contrário fortalecem a força das redações. E nem o facto de quatro jornalistas terem visto a sua privacidade violada pelo Ministério Público (como se soube esta semana) nos fará baixar os braços.

Voltando aos setores da economia que nunca param, os media acompanham serviços essenciais à sociedade, como os hospitais e as esquadras de polícia, entre tantos outros. Também os agricultores continuam a laborar incansavelmente, aproveitando para ajustar estruturas e modernizar métodos e processos produtivos, recorrendo cada vez mais à tecnologia.

No comércio, a área do retalho alimentar assume um papel fundamental, para que nada falta na casa dos portugueses, e tem um protagonismo cada vez mais digital, acelerando a presença no e-commerce por força da pandemia. Grande parte da indústria também mantém as suas linhas de produção a funcionar, exigindo a presença dos trabalhadores nos locais de trabalho e continuando a exportar, dentro das limitações dos vários confinamentos que têm ocorrido um pouco por toda a Europa, e a ajudar a balança comercial portuguesa. São setores de atividade que merecem um elogio, uma palavra de força e de esperança. São áreas que podem ajudar o país a recuperar logo que as restrições sejam levantadas. Depois, juntar-se-ão os outros, que por ordem do confinamento tiveram de fechar portas, mas cuja força anímica regressará quando melhores dias e perspetivas surgirem no horizonte, nomeadamente com o avanço da vacina contra a covid. É o caso da hotelaria e da restauração.

Os economistas já não têm letras suficientes para antever como será a recuperação. Depois de recorrerem ao U, ao W, ao V... agora é a vez de invocarem o símbolo da Nike - o swoosh - um dos logótipos mais conhecidos do mundo, projetado por Carolyn Davidson e avaliado em mais de 26 mil milhões de dólares (21,4 mil milhões de euros). Este símbolo, agora usado para falar de economia pós-covid, é geralmente acompanhado da expressão just do it. Desde 1988, atletas e equipas desportivas de todo o mundo exibem o just do it. Mantendo a esperança, em breve chegará o momento de também as empresas portuguesas dizerem just do it - ou, em português, "simplesmente, faça". Mas façam crescer a riqueza nacional e o rendimento dos trabalhadores.

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