O Montijo tem coronavírus?

Parece que o aeroporto do Montijo é incompatível com tudo. É como se o futuro aeroporto tivesse apanhado, antecipadamente, o coronavírus.

Parece que o aeroporto do Montijo é incompatível com tudo. É como se o futuro aeroporto tivesse apanhado, antecipadamente, o coronavírus. Ninguém quer estar perto dele, raros são os que elogiam esta opção, o terminal do Barreiro também já não pode ser feito por causa do Montijo... e daqui a pouco vamos assistir ao que aconteceu na Ota, ou seja, todos os terrenos e obras ficam parados, anos e anos a fio, à espera de um possível aeroporto... no caso da Ota, ele nunca chegou.

Impor uma localização contra tudo e contra todos, mesmo depois de vários alertas técnicos a suportar as críticas, e ainda querer alterar a lei para o fazer voar, por princípio, não parece uma opção séria. E, claro, à mulher de César não basta ser honesta, é preciso parecer.

Por falar em mulher, amanhã celebra-se mais um Dia Internacional da Mulher. Esta semana, a Comissão Europeia apresentou a estratégia para a igualdade entre homens e mulheres na Europa. Se é certo que a Europa anda à frente de outras geografias nesta matéria, também é verdade que a violência e os estereótipos baseados no género continuam a existir. Parece mentira, mas na UE uma em cada três mulheres já foi vítima de violência física e/ou sexual.

Atualmente, os homens com diplomas universitários são em menor número do que as mulheres, mas elas ainda ganham, em média, 16 % menos do que os homens. E, pior ainda, apenas 8 % dos cargos de presidente executivo das grandes empresas na União Europeia são ocupados por mulheres. Ainda há mesmo muito para fazer, por isso continua a justificar-se assinalar este dia e escrever sobre ele.

Enquanto não imperar a meritocracia, o 8 de março não pode ficar fora da agenda de serviço público.

“A igualdade de género é um princípio fundamental da União Europeia, mas não é ainda uma realidade”, alerta Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia. “Nas empresas, na política e na sociedade só poderemos concretizar plenamente o nosso potencial se utilizarmos todos os nossos talentos e diversidade. Utilizar apenas metade da população, metade das ideias ou metade da energia não é suficiente”, acrescenta. E ter de continuar a trabalhar em dobro, ter de provar em dobro e continuar a receber um salário inferior ao dos homens, a desempenhar as mesmas funções, é absolutamente absurdo e irracional.

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