Opinião: Rosália Amorim

O mundo está… inquieto

País mais confiável aos olhos dos investidores

O que quer e para onde caminha Portugal e a Europa? Devemos questionar-nos enquanto cidadãos, eleitores e, nalguns casos, decisores.

As alterações à legislação laboral estão a deixar os trabalhadores portugueses preocupados. A greve dos professores que impediu que fossem lançadas as notas dos exames dos alunos deixa as famílias destroçadas neste verão. A não revelação dos grandes devedores ao banco público, Caixa Geral de Depósitos, provoca (ainda mais) desconfiança entre os portugueses. Lá fora, as leis protecionistas de Trump preocupam os empresários, e na Europa o acordo encontrado no Conselho Europeu para a imigração sabe a pouco e não foi bonita de ver a guerra entre a Alemanha e a Áustria, só para citar um exemplo, e a troca de palavras acerca da falta de humanismo.

O que querem e para onde caminham Portugal e a Europa? Devemos questionar-nos enquanto cidadãos, eleitores e, nalguns casos, decisores. Se há umas décadas alguns temiam por uma Europa federalista, hoje devemos recear uma desagregação deste grande bloco económico, que, na sua grande maioria, ainda é humanista.

Sem uma Europa forte, Portugal vai começar a sofrer abanões. Como afirma Artur Santos Silva, ex-presidente do BPI e atual líder da Fundação La Caixa em Portugal, em entrevista nesta edição, para o país continuar no bom caminho é “importante que a Espanha continue a crescer, que é o nosso principal mercado, e que a Europa, sendo o maior destino das nossas exportações, não arranje mais problemas. Ainda agora tivemos este pequeno sobressalto na Alemanha, se haveria uma crise ou não no país que é hoje a grande âncora das políticas europeias e a esperança que temos de que as políticas europeias correspondam à necessidades deste grande espaço. Para mim o que é importante é que a Europa continue com uma saúde não inferior à que tem hoje e sobretudo que seja travado o protecionismo cego da política americana, que ninguém compreende”. Palavras de quem tem a banca nas veias e que está preocupado com o rumo da Europa mas também, e ainda, com o sistema financeiro nacional. Pode ler aqui uma parte desta entrevista, gravada no Porto, e toda a conversa em www.dinheirovivo.pt.

Bom domingo!

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