Opinião

O novo aeroporto de Lisboa – uma boa notícia para Portugal

Base Aérea n.º 6, no Montijo, que será adaptada para a aviação civil. Fotografia: Paulo Spranger/Global Imagens
Base Aérea n.º 6, no Montijo, que será adaptada para a aviação civil. Fotografia: Paulo Spranger/Global Imagens

E não seria de pensar a sério no futuro do Aeroporto Francisco Sá Carneiro, para com tempo o adaptarmos à dinâmica e competitividade da região Norte?

Esta semana foi assinado o Acordo entre o Estado português e a ANA – Aeroportos de Portugal, SA, para o “aumento da capacidade do Aeroporto Humberto Delgado e abertura de um novo aeroporto civil no Montijo”, que envolverá um investimento global acima de 1,3 mil milhões de euros.

É uma boa notícia para o país e para as empresas, que peca por ser tardia!

Já muito se tem dito e escrito sobre o tema, nomeadamente quanto à dependência da emissão da Declaração de Impacte Ambiental, no caso do novo Aeroporto do Montijo.

Questões técnicas à parte, não tenho dúvidas quanto à premente necessidade de se aumentar a capacidade aeroportuária na região de Lisboa, por forma a assegurar a elevada procura estimulada pelo dinamismo da atividade económica, e muito em particular do turismo.

Li com muita atenção os termos estabelecidos no Acordo, onde sublinho alguns aspetos que considero positivos. Assegurar a ausência de recurso a fundos públicos para o financiamento do projeto é bom, na medida em que sendo financiado pelo setor privado não implicará encargos adicionais para os contribuintes. É, também, boa a intenção de assegurar a competitividade das taxas praticadas, através de benchmark face a aeroportos europeus similares, e de garantir a potenciação do Aeroporto Humberto Delgado como hub de referência. Isto porque o aumento sucessivo das taxas, desde que a ANA foi privatizada, coloca em risco a competitividade do país.

Contudo, uma coisa devemos aprender com todo este processo. A celeridade nas decisões e na futura execução são vitais para o investimento público. Recordo, e já foi há muito tempo, a decisão de suspender o investimento na OTA, por uma posição firme da sociedade civil, na altura por parte da CIP, a cuja direção pertencia.

Na semana em que se aprovou o Plano Nacional de Investimentos para a próxima década lembremo-nos deste triste episódio do “novo aeroporto de Lisboa”. E já agora, não seria de pensar a sério no futuro do Aeroporto Francisco Sá Carneiro, para com tempo o adaptarmos à dinâmica e competitividade da região Norte?

Num processo de internacionalização crescente, a melhoria da conectividade internacional é fundamental, por potenciar a capacidade de exportamos mais bens e serviços.

 

Paulo Nunes de Almeida, presidente da AEP – Associação Empresarial de Portugal

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