O poder da racionalidade

Um estudo da McKinsey Analytics revelou que 52% das organizações mais avançadas no uso de técnicas de Inteligência Artificial - uma disciplina avançada de Business Intelligence & Analytics- reportou que o uso das mesmas se traduziu num aumento de quota de mercado.

Sabemos que as organizações usam a analítica em variadíssimas vertentes e com diversos objetivos, entre os quais conhecer melhor o cliente e o seu mercado e com isso aumentar a sua quota de mercado. Pelo que 52% das organizações terem atingido este objetivo, sabendo que não foi a totalidade do universo a tentar obtê-lo, é um resultado que comprova o êxito destas iniciativas.

O que é então Inteligência Artificial? Das, talvez centenas, de definições que existem, aquela que mais sintetiza o conceito é a seguinte: "um sistema diz-se inteligente quando é capaz de tomar decisões racionais", sendo que - segundo a ciência económica - é-se tão mais racional quanto mais a decisão cumpre, otimiza ou maximiza um propósito.

Ser-se racional é, portanto, escolher a melhor opção, o que naturalmente implica conhecer e compreender as opções possíveis. Ninguém consideraria conceber um produto ou serviço para um mercado que não o quer ou não precisa dele, ou um produto melhor, mas mais caro, quando os clientes preferem preço a qualidade. E se o custo das competências para conceber o produto ideal for superior ao preço que o consumidor compra? E se soubermos, por antecipação, que os nossos clientes, por um motivo específico, vão deixar de nos comprar, continuamos a produzir? Que devemos fazer? Que possibilidades temos? Quais as melhores?

É o conhecimento, à luz dos nossos propósitos, e entendido como a capacidade de responder bem às perguntas certas, que determina a melhor decisão. E conhecimento são dados verdadeiros! Sabemos que os dados têm vários "graus de destilação" - informação, conhecimento, dedução, inferição, meta-informação, inteligência, etc. - mas, no final do dia, são dados: proposições verdadeiras ou respostas, também elas verdadeiras, a perguntas pertinentes.

Hoje, e no futuro ainda mais, as tecnologias de Analytics geram vantagens competitivas por força do conhecimento que proporcionam. É como se estivéssemos a falar da sexta força competitiva de Porter. As organizações capazes de produzir este conhecimento são designadas de Data Driven - ou seja: guiadas por conhecimento (dados).

Daqui resulta que as empresas que não basearem as suas decisões operacionais, estratégicas e táticas nesta possibilidade real, incorrem numa desvantagem competitiva, destruidora ou perdedora a prazo, muito provavelmente a curto prazo neste mundo acelerado em que vivemos.

Num próximo artigo analisarei os pilares fundamentais da implementação de uma organização guiada por conhecimento - Data Driven Companies. São eles: (1) Fontes de Dados, (2) Fontes de Dados Avançadas, (3) Gestão de Dados e Armazenamento, (4) Processamento Analítico de Dados e Inteligência Artificial, (5) Competências e Processos.

Carlos Cardoso, CEO da GSTEP

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