O poder dos inovadores 

Incremental ou disruptiva, a inovação é a mola propulsora das organizações. As empresas podem ter o melhor equipamento e tecnologia, contratar talento de excelência - pedra basilar para alcançar o êxito -, mas sem novas abordagens aos velhos e novos problemas e sem novas ideias, pouco se avança na escalada da montanha competitiva da economia global. Os fazedores - a quem o Dinheiro Vivo tem dedicado o seu projeto editorial ao longo destes dez anos - perceberam isso. A partir de qualquer cidade do mundo, de preferência de Lisboa, desenvolvem conceitos que se distinguem em vários continentes.

Portugal tem hoje sete unicórnios, prova de que continuar sempre a inovar e ser muito persistente vale a pena. Só em 2021, em pleno ano de crise pandémica, nasceram quatro desses sete. São empresas que atingiram uma avaliação de mercado de, pelo menos, mil milhões de dólares. E os sete magníficos são: Farfetch, OutSystems, Talkdesk, Feedzai, Remote, SWORD Health e, mais recentemente, Anchorage Digital.

Motivos de inspiração para muitos outros, como o projeto Glooma, o Neural Motor Behaviour in Extreme Driving, o Collision Avoidance on Unmanned Aeriel Vehicles using Deep Neural Networks, o Meight e ainda o Mater Dynamics, todos eles já premiados e que agora foram convidados a subir ao palco da conferência de aniversário do DV (leia nas págs. seguintes).

Além da inovação, estas startups não abdicam daquilo em que acreditam, lutam por manter valores e ética, mesmo quando o mercado os testa até ao limite, não tem medo de atuar por tentativa e erro, o que lhes dá a agilidade de que precisam para alcançar alta eficiência e a inovação constante e têm alto foco, quer dos colaboradores quer das lideranças - em resultados.

Ainda que estejam atentos às eleições legislativas que acontecem em Portugal a 30 de janeiro, os fazedores estão pouco focados na política e muito focados no mercado; estão pouco interessados em gastar energias a ser politicamente corretos e muito determinados em surpreender e romper com o statu quo; estão pouco ou nada dependentes de um Estado paternalista e acreditam na meritocracia e no livre mercado. Bem hajam os que ousam e saem da zona de conforto, dia após dia. Parabéns ao Dinheiro Vivo por, também ele, sair do conforto do economês para brilhar entre os fazedores.

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