Opinião

Olhar o mundo com lentes alargadas

Ilustração541 7 formas de diversificar o pensamento de liderança e estimular a criatividade-04

O decréscimo da economia trará menor confiança nos operadores e, com ela, novos desafios. Mas estes são também os tempos que geram maior criatividade

Esta é uma altura crucial das nossas vidas. O modo como atuamos, decidimos e nos transformamos determinará o nosso futuro. É um tempo de aprendizagem, de reflexão, de ouvirmos, de ler o que é relevante, mas também de determinação, de reagirmos e de contribuirmos para um mundo melhor.

A economia vai decrescer este ano, para voltar a crescer no próximo. O decréscimo da economia trará menor confiança nos operadores e, com ela, novos desafios. Mas estes são também os tempos que geram maior criatividade, soluções inovadoras e uma maior atenção às novas formas de vida e de organização das comunidades.

No recente documento Relançar Portugal da PwC, elencam-se várias recomendações para a retoma da atividade. Este estudo partiu da análise do que está a acontecer em vários países, onde estamos a colaborar com instituições e empresas, e visa ser um ponto de reflexão nos vários aspetos que afetam a prosperidade da sociedade. O princípio da proporcionalidade e tempestividade são, também aqui, determinantes, na condução desta retoma, mais rápida ou mais devagar, com os consequentes efeitos na vida dos cidadãos a curto e a médio prazo.

O documento faz referência a cinco vetores de análise fundamentais para o desenvolvimento do país: Economia e Finanças, Relações Internacionais e Segurança, Infraestruturas, Sociedade e Educação. São estas as áreas de equilíbrio necessário para alcançarmos, como país, os nossos objetivos. É preciso responsabilidade e liderança na condução de políticas e sobretudo ações concretas, de forma concertada entre agentes público e privado, Governo e empresas, que tornem possível a concretização dos nossos planos.

O futuro não será igual e não devemos extrapolar as ideias do “antes” para o “depois”. Os perigos não nascem das disrupções, porque irão sempre acontecer, mas pelo modo como lhes respondemos. Os grandes líderes não deixam que a ciência decida por eles, mas tomam decisões na incerteza, com os olhos colocados nas pessoas, gerindo a excecionalidade do curto prazo e tendo a visão na estratégia de longo prazo, com critérios de prudência e exigência, mas também de gestão das oportunidades e do crescimento que queremos como cidadãos e sociedade.

Devemos olhar o mundo com “lentes alargadas” e positivas da sociedade, permitindo-nos maior serenidade e esperança num futuro melhor.

Esta fase irá passar, mas a forma e as escolhas que fazemos no presente determinarão sempre a nossa forma de vida no futuro. O esforço é coletivo, mas com responsabilidade individual.

Sócio da PwC

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Outros conteúdos GMG
Hoje
O primeiro-ministro, António Costa. JOÃO RELVAS/POOL/LUSA

Governo cria complemento salarial até 350 euros para trabalhadores em lay-off

O primeiro ministro, António Costa, fala aos jornalistas durante a conferência de imprensa, 04 junho 2020, realizada no final da reunião do Conselho de Ministros, no Palácio da Ajuda, em Lisboa.     MANUEL DE ALMEIDA / POOL/LUSA

Banco de Fomento para Portugal com “aprovação provisória”

O primeiro ministro, António Costa, fala aos jornalistas durante a conferência de imprensa realizada no final da reunião do Conselho de Ministros, no Palácio da Ajuda,  em Lisboa, 29 de maio de 2020. O Governo decidiu adiar a passagem para a terceira fase de desconfinamento na Área Metropolitana de Lisboa e criou regras especiais, sobretudo em atividades que envolvem “grande aglomerações de pessoas”.  MANUEL DE ALMEIDA/POOL/LUSA

Trabalhadores em lay-off passam a receber entre 77% e 92% do salário

Olhar o mundo com lentes alargadas