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Opinião. Bons ventos de lá e de cá

Terreiro do Paço será palco do evento

A dívida continua a ser o problema, pois deixa o país “vulnerável” a aumentos das taxas de juro, mas o défice parece estar a descer

A Fed, a reserva federal americana, veio dizer esta semana que está mais confiante no crescimento económico. “O ritmo de crescimento em 2018 deverá exceder as estimativas e as condições do mercado de trabalho vão fortalecer-se ainda mais.” Foram revistas em alta as estimativas para o crescimento económico no curto prazo. Assim, admite também um aumento dos preços e um acelerar da subida dos juros.

Por cá, bons ventos também quanto à economia. O FMI veio agora dizer aos portugueses que confia que a economia cresça tanto quanto diz o governo (2,2% em 2018), aliviando para 1,8% em 2019. O desemprego de 2018 é revisto em baixa face às previsões de Bruxelas em novembro, de 8,3% para 7,8% da população ativa. No orçamento, o governo espera pior: 8,6%. Para os avaliadores, a economia portuguesa está a progredir e os riscos que corre são sobretudo externos.

A dívida continua a ser o problema, pois deixa o país “vulnerável” a aumentos das taxas de juro, mas o défice parece estar a descer, devendo cair para 1,1% do produto interno bruto (PIB) este ano e 0,9% no próximo, refere um novo estudo da instituição.

O Fundo está otimista, mas também inquieto. Sobretudo na questão salarial. Argumenta que a decisão de subir o salário mínimo (SMN) para 580 euros em 2018 “pode contribuir para aumentar os custos do trabalho no ano que vem, já que o SMN cobre um quinto dos empregados a tempo inteiro”. E o governo desvalorizou estes avisos, diz o FMI.

Outro tema abordado é a necessidade de travar mais reversões de medidas da troika e introduzir novas alterações para a flexibilidade das leis laborais.
Avisos para um país que cresce, mas que ainda tem vários resquícios da crise. Alguns deles na banca. Nesta edição não perca a entrevista a Mourinho Félix, secretário de Estado adjunto e das Finanças, em que fala das polémicas em torno do Fundo de Resolução dos bancos, do seu impacto na dívida e de uma eventual injeção de capital. E não foge às questões sobre o futuro da Caixa Geral de Depósitos e do Montepio.

Boas leituras!

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