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Opinião. Economia da língua portuguesa

João Lourenço, novo presidente de Angola. Fotografia: D.R.
João Lourenço, novo presidente de Angola. Fotografia: D.R.

De Luanda a Lisboa, de São Paulo a Macau, é muito mais o que os une do que aquilo que nos separa.

Os mercados da língua portuguesa têm tudo a ganhar em cooperar mais e melhor. São milhões de falantes, de consumidores, de empresários, da velha e da nova economia, que poderão potenciar os seus negócios nestes palcos. De Luanda a Lisboa, de São Paulo a Macau, é muito mais o que os une do que aquilo que nos separa. Acreditando nesta premissa, o Dinheiro Vivo passa a acompanhar ainda mais de perto o que se passa na geografia e na economia da língua portuguesa (para ler na secção Negócios).

Angola vive uma nova era, com o presidente João Lourenço para quem as palavras ‘mudança’ e ‘exoneração’ não são sinónimo de ‘impossível’ e que, de algum modo, devolvem a esperança a um país e a uma economia que se quer pujante e que está umbilicalmente ligada a Portugal. O Brasil vive dias difíceis, com convulsões sociais, mas o potencial económico está todo lá, queira a política perceber isso e agir em prol do desenvolvimento em vez do bolso individual. Macau é o nosso elo histórico de ligação com aquela que se está a transformar na maior potencia do mundo, a China.

É com um pé lá e outro cá – como sempre estivemos ao longo da nossa história que tanto nos orgulha -, que temos de continuar a atuar e a fazer negócios. Sempre com uma perspetiva ‘glocal’, bebendo o melhor que o mundo tem e filtrando tudo com uma lente nacional, que tenha em conta o que impacta na vida dos portugueses e na trajetória do país.

Nesta edição, um tema de grande impacto para milhares e milhares de famílias nacionais, o Montepio, merece um olhar atento e demorado ao longo de três páginas, mergulhando nas palavras de Tomás Correia, o líder da Associação Mutualista, numa grande entrevista ao Dinheiro Vivo e à TSF. Há dúvidas que ficam no ar, mas há também muitas respostas.

E porque este é o último editorial antes de se celebrar o Dia do Pai, a 19 de março, ocupo estas últimas linhas para homenagear todos os pais – em especial o meu pai. São eles que nos inspiram, que nos ajudam a construir os pilares que sustentam uma vida de trabalho, de empreendedorismo (mesmo que por conta de outrem), de resiliência e de energia positiva. Obrigada!

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