Opinião: Paulo Almeida

Opinião: Reprogramação do Portugal 2020 e crescimento económico sustentável

Paulo Nunes de Almeida é presidente da Fundação AEP. Fotografia: Artur Machado / Global Imagens
Paulo Nunes de Almeida é presidente da Fundação AEP. Fotografia: Artur Machado / Global Imagens

Paulo Nunes de Almeida, presidente da AEP, comenta apresentação da reprogramação do Portugal 2020, que mudou distribuição de fundos comunitários.

Está confirmado o abrandamento do crescimento económico em Portugal no 3º trimestre, de 2,4% para 2,1%, o valor mais baixo desde o 2º trimestre de 2016. Embora permaneça ligeiramente acima da média europeia, é ainda insuficiente para convergir rapidamente com o nível de desenvolvimento médio europeu.

O abrandamento resultou de um menor contributo do consumo, que foi parcialmente mitigado por uma evolução ligeiramente mais favorável das exportações líquidas de importações. Tal evolução é um bom sinal, conferindo à trajetória de crescimento um padrão mais sustentável, mas que é necessário fortalecer, por via do reforço do processo de internacionalização, subindo ainda mais o peso das exportações no PIB, acompanhado do aumento do valor acrescentado.

Como mostra um trabalho elaborado pela AEP, a trajetória de crescimento económico das regiões portuguesas está associada ao seu grau de intensidade exportadora. Desde o início da década, foram as regiões com valores mais elevados neste indicador que exprimiram um melhor desempenho económico, avaliado pelo crescimento real do seu PIB.

Tal, deve merecer uma reflexão e orientação das políticas públicas, no sentido de reforçar o apoio a projetos de investimento empresarial que se traduzam na produção de bens e serviços transacionáveis e internacionalizáveis, de natureza inovadora e com elevado grau de incorporação nacional.

Por isso, na minha intervenção na sessão da Reprogramação do Portugal 2020, que ocorreu esta semana na Exponor, com uma plateia muito participada – várias centenas de empresários, dirigentes associativos e consultores -, sublinhei a enorme importância do reforço de verbas dirigidas ao “novo” Sistema de Incentivos à Inovação.

Acredito que o elevado efeito de alavanca desta tipologia de investimento empresarial privado, permitido pela sua nova arquitetura, com um envolvimento mais próximo dos sistemas financeiro e de garantia mútua, contribuirá para cumprir tal desígnio.

*Presidente da AEP – Associação Empresarial de Portugal

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