Opinião

Opinião. Se precisas da comida do cão, que seja boa

Web Summit

A Web Summit de 2017, tal como no ano passado, foi um incrível momento de oportunidades e de buzz. Cumprimentos a Paddy Cosgrave, David Kelly e toda a sua fantástica equipa pelos resultados alcançados uma vez mais.

E cumprimentos a Portugal e a Lisboa. O país e a cidade onde estabeleci a minha base há algum tempo mostraram outra vez o seu melhor lado. Falei de Portugal muitas vezes ao longo da última semana, tal como no ano anterior, mas com informação mais densa. Sempre que era questionado sobre Portugal, fazia questão de referir a seriedade da liderança do país e os esforços que faz para mudar a a infraestrutura em torno dos negócios do futuro.

E, tal como em qualquer outro país, há uma longa tradição de atrair investimentos através dos esforços oficiais, com agências como a AICEP, o IAPMEI ou o Turismo de Portugal. Quando a Startup Portugal foi consultada para sugerir como Portugal poderia ser apresentado durante estes anos de Web Summit, a resposta foi fácil: uma apresentação curta de dez slides, como qualquer startup faria durante a Web Summit.

Num esforço sem paralelo entre agências, foi possível criar esta apresentação e ainda um software centralizado com interesses de todas as partes, que é mais fácil de identificar, mais fácil de seguir e mais fácil de evoluir para o próximo ano. Um software que integra gestão, relação e cliente num só. E ninguém melhor para nos ajudar que a Pipecrive, a sensação da Europa de Leste e que abriu recentemente um escritório em Lisboa.

Entendo que isto é incrível e quero agradecer a todos os que estiveram envolvidos no processo que contribuiu para mostrar Portugal a uma só voz e, a favor de uma melhor performance, contribuíram para funcionar como uma startup, contribuíram para apresentar Portugal com as ferramentas que o setor precisa para cozinharmos a comida do cão. Quero agradecer à AICEP, ANI, IAPMEI, Portugal IN, Portugal Ventures, SPGM, PME Investimentos, Turismo de Portugal e, pessoalmente, à secretária de Estado da Indústria, Ana Lehmann, e ao ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral pelos seus esforços.

Na minha visão, é notável que um tão grande grupo de pessoas tenha a vontade de pensar e de agir como uma startup e que estejam prontos a agarrar esta oportunidade. E não é apenas notável em teoria, esta vontade de trabalhar para o futuro está a ter sucesso, como provam as notícias em torno da Zalando, Mercedes, e muitos outros rumores de empresas que querem recolocar as suas unidades de inovação em Portugal. Um esforço de muitos que está a resultar em melhores circunstâncias para todos. E com 200 milhões, o Startup Visa e outras iniciativas que foram anunciadas, há ainda muito para acontecer.

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