Ordem ou desordem?

Na próxima semana todos os olhos vão estar na Suíça, mais propriamente em Davos onde irá realizar-se mais uma reunião dos grandes líderes globais.

Na próxima semana todos os olhos vão estar na Suíça, mais propriamente em Davos onde irá realizar-se mais uma reunião dos grandes líderes globais. Geralmente debatem a ordem mundial, mas este ano será a desordem mundial, certamente. Na Europa, com o brexit; no Médio Oriente, com o Irão; em África com a crise provocada pelo baixo preço do petróleo; ou na China com a guerra comercial travada com os Estados Unidos (apesar do pífio pré-acordo assinado nesta semana), a desordem é grande e preocupante. Há razões para estarmos preocupados ao nível social, económico e político.

Davos acolhe três mil participantes, incluindo 53 Chefes de Estado, de 117 países. Entre os oradores há vários portugueses, como António Guterres, secretário geral das Nações Unidas, e é grande a expectativa acerca dos resultados de mais esta reunião de cérebros. (leia tudo acerca da edição 2020 nas páginas 8 a 9).

Já há 50 anos que se realiza este encontro anual do World Economic Forum, nas montanhas geladas da Suíça. Este ano o tema central foca a discussão na forma comos os stakeholders capitalistas podem ajudar a resolver as mudanças urgentes do mundo. E será que podem? Será que é mesmo este o modelo que vai dar resposta às urgências que conhecemos hoje?

Nem todos estão convencidos disso. Muito menos o Papa Francisco que tem vindo alertar para a forma como “esta economia mata”, ao criar ganância e profundas desigualdades. O santo Padre diz que “precisamos e queremos uma mudança de estruturas” e que é preciso “rezar por uma economia de inclusão”.

O atual Papa arrisca - mesmo contra muitas vozes críticas, nomeadamente nos Estados Unidos da América - lançar um novo olhar sobre a economia, a pobreza, a paz e o planeta. E decidiu organizar também uma espécie de Davos, mas só com jovens economistas e empresários, com idades até aos 35 anos. O encontro promete. Está agendado para 26 a 28 de março em Assis, Itália. Daqui a dois meses já poderemos comparar e analisar em detalhe que soluções poderão ser mais realistas, inovadoras e inspiradoras para o futuro das nossas vidas.

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