Opinião: Luís Miguel Ribeiro

Os bons avisos do Portugal 2020

O ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira, a ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, o ministro do Planeamento, Nelson de Souza, e Luís Miguel Ribeiro, presidente da AEP, na Exponor. Fotografia: José Coelho/Lusa
O ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira, a ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, o ministro do Planeamento, Nelson de Souza, e Luís Miguel Ribeiro, presidente da AEP, na Exponor. Fotografia: José Coelho/Lusa

O país precisa de investimento dirigido à valorização da oferta nacional, dos recursos endógenos e das especificidades da base produtiva

Tenho aqui expressado, por diversas vezes, que a nossa economia precisa de continuar a crescer mais e melhor.

Um crescimento económico robusto, assente em aumentos de produtividade e de competitividade, que exige, necessariamente, um reforço do investimento, sobretudo empresarial privado, na inovação, na qualificação dos recursos humanos, no aumento da intensidade exportadora líquida (isto é, descontado o valor importado) e no aumento do valor acrescentado nacional. Um investimento dirigido à valorização da oferta nacional, dos recursos endógenos e das especificidades da base produtiva dos territórios, com impacto na sustentabilidade ambiental e na coesão.

Este quadro, simultaneamente potenciador de gerar equilíbrio externo, requer um conjunto de condições propícias ao seu desenvolvimento.

As condições de financiamento, em quantidade e em qualidade, colocam-se entre os fatores mais relevantes no reforço de um investimento que possua o maior número das caraterísticas enunciadas.

É neste contexto que relevo o Portugal 2020, como um importante instrumento no estímulo à realização de novo investimento empresarial, de cariz inovador e indutor de acréscimos de produtividade, competitividade e coesão.

Esta fonte de financiamento ganha maior relevância se atendermos às dificuldades sentidas pelas empresas no acesso ao sistema bancário, nas condições mais adequadas e que responda às suas reais necessidades.

Por isso, a nova ronda de avisos do Portugal 2020, que o governo anunciou na Exponor, na passada quinta-feira, são muito importantes, não só pelo reforço de meios financeiros, mas também pelas finalidades do investimento a que se destinam e que convergem para alcançarmos um crescimento económico robusto.

Como o Sr. Ministro do Estado, da Economia e da Transição Digital proferiu, “Os protagonistas da economia nacional são os empresários e os trabalhadores”. Creio que, sem margem para erro, posso acrescentar o papel das associações empresariais.

Estou certo que, mais uma vez, as empresas e as associações empresariais irão responder à chamada destes bons avisos do Portugal 2020, contribuindo para a prossecução da dinâmica do investimento da economia portuguesa, com todos os impactos positivos que representa.

Luís Miguel Ribeiro, presidente da Associação Empresarial de Portugal

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