Os dados fazem girar o mundo

A procura por data science de alta qualidade explodiu nos últimos tempos.

De acordo com algumas estimativas, o volume de dados gerados, diariamente, na Internet por utilizadores, a nível global, pode chegar a 2,5 quintilhões de bytes. Mas, não é o volume de dados que realmente importa - é o que fazemos com eles.

Entrámos na Era dos Dados: empresas como a Geico ou Grindr vivem ou morrem pela qualidade dos seus métodos de recolha, processamento e análise de dados. Só nos Estados Unidos, estima-se que dados sem qualidade custem cerca de 3,1 biliões de dólares por ano.

Não é, então, de surpreender que a procura por data science de alta qualidade tenha explodido, sem sinais de diminuir nos próximos anos. Empresas de uma ampla variedade de setores - financeiro, tecnológico, saúde, educação, energia, retalho, telecomunicações – procuram data scientists para lhes dar a vantagem de que precisam e começam a descobrir uma lacuna entre a procura e a oferta.

Neste sentido, um data scientist pode acrescentar valor a um negócio de diferentes maneiras, como por exemplo: na mitigação do risco e da fraude, uma vez que é treinado para identificar dados que se destacam por alguma razão, desencadeando respostas atempadas quando é detetado um elemento invulgar; na previsão de procura e expectativas do consumidor, ajudando as empresas a ir melhor ao encontro das necessidades dos seus consumidores, e podendo inclusive alertá-las para novas oportunidades de mercado; ou na personalização da experiência do consumidor por possibilitar um olhar granular sobre a audiência.

Nos Estados Unidos, os bootcamps de data science, cursos intensivos em part-time ou full-time, que se destinam a formar pessoas com os mais variados backgrounds (engenharia, física, matemática, estatística, economia, entre outros), têm vindo a tornar-se populares. Em Portugal, estas iniciativas são ainda muito recentes. Neste âmbito, há instituições de ensino superior a aliarem-se a empresas para criarem alternativas de formação com o intuito de capacitarem novos profissionais.

Um exemplo disso é a TDX-UC Data Science Academy, da qual sou mentor, e que resulta da parceria entre a Talkdesk, empresa que desenvolve software na cloud para contact centers, e o Departamento de Engenharia Informática da Universidade de Coimbra. Esta é uma iniciativa que procura fomentar a partilha de conhecimento nos domínios de data science, machine learning e inteligência artificial, funcionando em regime pós-laboral e organizando-se em três módulos, cada um dedicado a um tema em específico. Depois de um primeiro sobre processamento de linguagem natural e um segundo sobre análise de soluções de algoritmia e séries temporais para previsão de comportamento, o próximo e último será sobre deep learning e arranca já em outubro, estando a decorrer as candidaturas. Este trio de tópicos permite dar aos participantes uma ampla visão geral dos domínios de data science.

Jason Fama, VP de Produto e Engenharia da Talkdesk

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