Opinião

Por uma Europa mais competitiva e amiga das empresas

Comissão Europeia vai analisar vontade de Portugal

Para atingir maiores níveis de prosperidade, importa alicerçar o crescimento na produtividade e, consequentemente, na inovação.

Como principais criadoras de emprego e de valor económico, as empresas têm um papel central a desempenhar no projeto europeu. Têm, por isso, a responsabilidade de fazer ouvir a sua voz nas questões que mais influenciam o seu desempenho.

A visita de Pierre Gattaz, presidente da BusinessEurope, a Lisboa foi ocasião para a apresentação do documento “Prioridades da CIP – Por uma Europa Líder e que Avança”, com as propostas para o próximo mandato do Parlamento Europeu e da Comissão Europeia.

Este documento afirma a necessidade de a Europa avançar simultaneamente em duas frentes: a coesão económica e social e a capacidade de assegurar o crescimento económico que responda às aspirações de prosperidade dos seus cidadãos.

Para atingir maiores níveis de prosperidade, importa alicerçar o crescimento na produtividade e, consequentemente, na inovação e nas oportunidades abertas pela acelerada evolução tecnológica, marcada pela transformação digital. Isto exige uma aposta séria na qualificação dos recursos humanos e no investimento.

O novo contexto global coloca em evidência uma série de questões que a próxima agenda estratégica europeia terá de definir, nomeadamente sobre política de concorrência, desenvolvimento de sectores-chave e instrumentos necessários para financiar projetos de grande potencial, orientados para o futuro.
Mas exige também que, para competirem nos mercados globais, as empresas sejam libertadas de fatores que tornam excessivos os custos da atividade empresarial na Europa, especialmente para as PME.

No momento em que o debate em torno da política industrial está focado na dificuldade que a Europa demonstra em desenvolver mais empresas líderes em termos mundiais, é preciso não esquecer que são as PME, e sobretudo as micro e pequenas empresas, que compõem maioritariamente a malha empresarial da economia europeia e que ditam o seu ritmo de crescimento. Estas têm de ser o alvo preferencial e bem visível das políticas europeias e nacionais de desenvolvimento económico e social.

Em particular, saliento a importância de contrariar o peso de regulamentação desnecessária e demasiado onerosa, os elevados impostos e os preços da energia que, para o consumidor industrial, continuam a ser mais do dobro dos praticados nos Estados Unidos. Estes são domínios em que são necessários mais esforços, tanto ao nível europeu como ao nível nacional.
Como afirmou esta semana o presidente da BusinessEurope, precisamos de uma Europa mais competitiva e amiga das empresas, que são a principal alavanca de crescimento, através da inovação e do emprego.

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