Opinião

Portugal e Angola – uma parceria estratégica

João Lourenço, Presidente de Angola, com Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente de Portugal.  EPA/ANTONIO COTRIM
João Lourenço, Presidente de Angola, com Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente de Portugal. EPA/ANTONIO COTRIM

Apesar da volatilidade do mercado, Angola continua a ser um dos principais destinos das nossas exportações.

O Presidente da República de Angola, João Lourenço, visitou Portugal na semana passada, o que foi considerado um claro sinal de desanuviamento das tensas relações políticas e diplomáticas verificadas nos últimos tempos.

Os empresários sempre se mantiveram à margem dessa complexa situação – business is business – mas não escondiam a sua preocupação e o desejo de que a situação fosse resolvida.

Apesar da volatilidade do mercado, Angola continua a ser um dos principais destinos das nossas exportações – o segundo maior fora da União Europeia – e é aquele onde operam mais empresas portuguesas – cerca de seis mil – a seguir a Espanha.

Por isso, as expectativas eram altas, no que respeita ao Fórum Económico realizado no Porto, sob o tema “Por uma parceria estratégica”, no qual tive a honra de participar, como orador/moderador, em representação da AEP e da CIP.

Registo, em primeiro lugar, o sinal de especial atenção ao norte do país, principal região exportadora, para o qual muito contribuiu o relevante papel do presidente da AICEP, Luís Castro Henriques. A presença de mais de meio milhar de participantes, apesar do reduzido tempo da convocatória, foi a clara resposta da região a tão importante desafio.

Pelo que ouvi no fórum, não tenhamos dúvidas, estamos perante uma nova fase no relacionamento económico Portugal – Angola. A aposta na diversificação da economia angolana e na qualificação das pessoas, bem como o investimento em novas infraestruturas debaixo do novo paradigma da sustentabilidade e da economia circular, abrem novas oportunidades para as empresas portuguesas, tendo em conta as competências adquiridas nessas matérias.

Mas para haver negócios é determinante que Angola recupere a confiança dos agentes económicos, resolvendo definitivamente os compromissos assumidos em termos de pagamentos ao exterior. Sem isso, muitas das empresas portuguesas continuarão a não ir a jogo.

Presidente da AEP – Associação Empresarial de Portugal

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