Portugueses mais digitais (mas não só) em tempos de pandemia

Como sistema de avaliação de marcas, líder de mercado em Portugal, a Escolha do Consumidor acompanha de perto, através dos estudos anuais em mais de 150 categorias de consumo, as mudanças no comportamento do consumidor.

Em tempo de pandemia, é-nos possível analisar os hábitos de consumo dos portugueses, antes e depois do início da crise do coronavírus. Se determinadas tendências indicavam já, há muitos anos, consumidores que viviam à velocidade da forma como interagem tatilmente, este período que vivemos veio acelerar esse comportamento e associá-lo a outros fatores.

Sempre Online

Teletrabalho, consultas médicas e escola online: são três das atividades que os portugueses não conheciam em profundidade antes da covid 19. A sua utilização tornou-se uma obrigação neste novo estilo de vida que tivemos todos que adotar em função da pandemia. Apreciado por funcionários e empregadores, o teletrabalho está para ficar, embora se privilegie uma forma híbrida, de forma que também não se perca a identidade de cada empresa. Já as consultas médicas online, embora um pouco confusas no início, é apreciado por todos que elas nos economizam muito tempo: sem deslocações e sobretudos esperas intermináveis. Consenso já não existe quando se trata da telescola, com dificuldades na gestão de horários e a queixa com a sobrecarga de trabalhos.

Se já vivíamos conectados, agora somos mais conectados pois as vantagens superam claramente as desvantagens.

Compras online o novo normal

Os portugueses já compravam ocasionalmente ou regularmente online antes da crise. Mas os sucessivos confinamentos vieram acelerar este comportamento, com os consumidores a optarem cada vez mais pela internet. O e-shopping veio para fica, com todos os extratos da população a reforçarem essa intenção.

Redes sociais para compensar a falta de socialização

Usamos mais as redes sociais desde março de 2020, com especial enfoque no WhatsApp e Instagram que tiveram aumento superior ao Facebook, que mesmo assim ainda lidera nas preferências. O TikTok também é dos mais preferidos mas faixa etária dos 16 a 24 anos, preferência partilhada com o Instagram e o Facebook.

Quase tudo à porta...

Delivery, Click & Collect já eram conceitos bons o suficiente, explorando os fatores de comodidade, simplificação e diversidade que cada vez mais seduzem os consumidores. Quase dois anos de pandemia depois, estes serviços fazem, hoje, cada vez mais parte do nosso estilo de vida. No entanto, há um novo paradigma que veio salvar muito comércio de proximidade: juntou-se a necessidade e a responsabilidade de consumo para apostarmos na continuidade de compra nos pequenos comerciantes locais.

A vida dentro de um ecrã...

Nem só de consumo vive o homem e esta nova realidade trouxe-nos toda uma necessidade de viver desde o entretenimento ao bem-estar dentro de um ecrã. O Instagram transformou-se numa sala de workshops que foram do exercício físico às dicas de beleza e até receitas, trazendo toda uma nova oportunidade a uma geração de influenciadores e marcas que aproveitaram para criar uma maior relação com os seus públicos.

Privilegiar o que é nacional

Com o colapso à porta, os consumidores portugueses focaram-se mais na procura dos produtos nacionais e privilegiaram a origem e forma do que consomem, mostrando que a sustentabilidade também é uma preocupação.

A tendência é clara: passamos cada vez mais tempo online e usamos mais serviços online.

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