Opinião: Rosália Amorim

Qual silly season?

Fila de automóveis junto a um posto de abastecimento de combustíveis, durante a greve de abril. TIAGO PETINGA/LUSA
Fila de automóveis junto a um posto de abastecimento de combustíveis, durante a greve de abril. TIAGO PETINGA/LUSA

Há muito que deixou de haver silly season, ou seja, aquela época do ano em que os jornais se enchem de muitas histórias e poucas notícias.

Nos últimos anos, os verões tornaram-se quentes e as notícias desta estação estival mais importantes do que tradicionalmente eram.

Em pleno período de férias surgem informações tão importantes para o país como a notícia de um relatório favorável ao aeroporto no Montijo. Quase em simultâneo, brotam relevações dos muitos negócios fechados por familiares de governantes com o próprio Estado….

Ao mesmo tempo, e infelizmente, os jornais são invadidos de imagens dramáticas de incêndios, que se propagam uma vez mais por todo o território, sem que nada de substancial tenha sido feito para os evitar, a não ser uma distribuição de golas para não respirar o fumo e, ainda assim, inflamáveis… Para as próximas semanas já se antevê um rol de notícias relacionadas com a anunciada greve dos combustíveis.

A greve ameaça parar o país e trocar as voltas aos portugueses que aguardam um ano inteiro para se descolar de férias até ao Algarve – e os hoteleiros agradecem este movimento anual -, mas que temem não fazer a viagem se os depósitos de combustível ficarem vazios. Perante tudo isto, o governo parece pouco empenhado em ajudar a resolver esta crise. Silly season? Qual silly season?

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