Opinião: Manuel Falcão

Quatro ideias fortes para tempo de férias

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A nova ferramenta pode alertar um jornalista para o facto de as ações de uma determinada empresa terem descido consideravelmente.

  1. 1. A inteligência artificial começa a entrar nas redações: desta vez é a agência Reuters que se prepara para integrar uma ferramenta de inteligência artificial para apoiar os jornalistas na análise de dados, na identificação de potenciais temas a explorar e na redação de artigos. Como indica uma newsletter da Fabernovel, uma empresa de consultoria na área da inovação, “através do processamento de uma elevada quantidade de informação e o recurso a inteligência artificial na análise de dados, os media podem ter enormes ganhos de produtividade”. Os jornalistas da Reuters recebem sugestão de temas relevantes para desenvolverem da forma que desejarem (e-mail, Messenger,), juntamente com uma contextualização, para ajudá-los a começar uma investigação se entenderem que a história tem potencial. A nova ferramenta pode alertar um jornalista para o facto de as ações de uma determinada empresa terem descido consideravelmente. Indica a última vez que caíram tão rápido e porquê e disponibiliza de imediato notícias anteriores relacionadas com o tema.
  2. 2. Depois de ao longo de mais de três décadas ter tornado a WPP no maior grupo de publicidade do mundo, Martin Sorrell abandonou a empresa no meio de uma investigação sobre atos ilícitos de que foi acusado e criou a S4 Capital, um fundo que será o berço das empresas que Sorrell considera deverem ser as agências do futuro – com um posicionamento perante os clientes mais próximo do de uma empresa de consultoria focada em serviços sofisticados na área da análise de dados, contribuindo para que a criatividade possa ser mais eficaz. Fiel à sua tática de localizar e comprar empresas com potencial, a sua primeira aquisição foi a Mediamonks, uma empresa holandesa de produção digital que fatura cerca de cem milhões de euros por ano, com 11 escritórios a nível global e 750 funcionários. O objetivo é criar novas soluções de media que consigam incorporar e trabalhar conjuntamente dados, conteúdos e tecnologia.

    3. Na Amazon a maior fatia dos lucros já não vem da venda de produtos online, mas sim da venda da utilização da sua cloud e das receitas de venda da publicidade. No relatório mais recente as receitas de publicidade subiram 132%, tornando-se o segmento do negócio com maior crescimento. Ao todo as receitas da publicidade na Amazon neste período alcançaram os dois mil milhões de dólares.

    4. O modelo de negócio do New York Times finalmente começa a dar sinais positivos: 2,9 milhões de assinantes da edição digital num total de 3,8 milhões de assinantes – portanto o número de assinaturas da edição online já ultrapassou o das assinaturas da edição em papel. E, além disso, as receitas globais das assinaturas já equilibram a perda de receitas publicitárias na edição impressa. Na realidade as assinaturas significam 2/3 das receitas totais da companhia, que continua a inovar com podcasts como The Daily e um site de análise de produtos e recomendações para compras nas mais diversas áreas, Wirecutter, e que é o princípio de uma operação de comércio eletrónico.

  3. Diretor-geral da Nova Expressão, Agência de Planeamento de Media e Publicidade
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