Opinião: Manuel Falcão

Quatro tendências que ficam de 2018 e vão crescer em 2019

Fonte: Pixabay
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Esta semana destaco quatro tendências que ganharam destaque em 2018 e que vão desenvolver-se de forma acentuada em 2019: a aplicação da geolocalização à publicidade digital, que já é prática corrente em Portugal; os dispositivos wearables cuja utilização cresce entre os mais velhos devido ao seu potencial na área da saúde; a aplicação de inteligência artificial e machine learning à imprensa online; e, finalmente, o crescimento das plataformas de streaming, que je ultrapassaram os canais tradicionais na produção de séries.

Geolocalização – Quando anda com o seu smartphone está a dar a noção exacta do local onde se encontra, mesmo que não esteja a fazer uma chamada ou a usar a internet. Uma série de aplicações vulagres (desde sites de notícias a previsões metereológicas) em que os utilizadores activaram a opção de localização enviam informação com uma exactidão enorme. Há companhias especializadas em vender a informação assim recolhida a anunciantes que podem depois enviar mensagens adequadas ao local onde cada pessoa se encontra –num centro comercial, perto de restaurantes, etc. Um estudo do New York Times aponta para um investimento publicitário de 21 mil milhõies de ano este ano., nos Estados Unidos, em anúncios que usaram geolocalização.

Wearables – Segundo a newsletter digital eMarketeer estima-se que em 2019 cerca de oito milhões de cidadãos americanos com 55 anos ou mais irão utilizar um dispositivo digital wearable – o que significa um aumento de 15% em relação a 2018. O facto de dispositivos wearable como smartwatches terem cada vez mais funções relacionadas com parâmetros a área da saúde torna a utilização destes dispositivos mais atraente para pessoas mais velhas – a série 4 do Apple Watch permite por exemplo fazer leituras de funções básicas de um electrocardiograma e indicadores sobre diversas situações de emergência, nomeadamente no caso de quedas.

Inteligência artificial – O New York Times está a recrutar especialistas em intelig~encia artificial e machine learning, análise de dados e programação de software aplicável a dispositivos móveis com o objectivo de fornecer aos seus leitores informação personalizada como forma de garantir que eles usem as versões digitais do jornal com maior intensidade. O New York Times, que até agora conseguiu os melhores resultados de todos os jornais na angariação de receitas através de assinaturas e pagamento de conteúdos, tem baseado a sua estratégia em garantir informação de qualidade em primeira mão e investigações e artigos exclusivos que não se podem ler em mais nenhum local. O objectivo do investimento numa equipa tecnológica tem por objectivo garantir que os leitores renovem as suas assinaturas, nomeadamente as promocionais. A ideia é analisar os tópicos que os leitores preferem ler e fornece-los em primeiro lugar num feed personalizado na aplicação de leitura do jornal.

Streaming – As plataformas de streaming foram este ano, pela primeira vez, as maiores produtoras de novas séries de ficção. Um estudo recente realizado no mercado norte-americano indica que em 2018 e surgiram 495 séries nas diversas tipologias de televisão – um aumento de 42% em relação ao que se passava há cinco anos. Destas 160 foram produzidas para plataformas de streaming, 146 para canais tradicionais e 144 para canais de cabo com publicidade e 45 para canais premium por assinatura como a HBO ou Showtime.

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