Restaurantes locais em crise podem ser úteis aos profissionais de saúde

Não é segredo para ninguém a imensa crise que a restauração local atravessa: sendo que entre o meio fala-se de reduções de facturação da ordem dos 90% no pico dos meses do confinamento e de mais de 60% no global do ano. A escala destas perdas não consegue ser absorvida pelo "Layoff Simplificado" que, em boa hora, o Governo lançou nem, agora pela versão mais leve deste modelo já que esta implica a redução das horas trabalhadas e, logo, da facturação.

Perante a escala de um problema que é dilatado pela elevada percentagem de restaurantes por habitantes (120 para 1 em Portugal quando na Europa a relação é de 450 para 1) que assenta em 85 mil pequenas empresas, a maior parte delas de base familiar (e que, por isso, deviam merecer um apoio específico) é preciso implementar apoios no campo da redução generalizada da fiscalidade que assenta sobre as PMEs (que são 99,3% do tecido empresarial lusitano) e simultaneamente resolver também o problema do esgotamento das fontes de organizações voluntárias como a Refood que usavam os desperdícios alimentares da restauração para prestarem uma importante missão de apoio social aos cidadãos e famílias mais carenciadas. Uma medida simples seria a emissão de vales que estas organizações poderiam usar para adquirir refeições nos restaurantes independentes e de base familiar que depois poderiam usar nas suas actividades de apoio social.

Outra medida que poderia ser implementada seria replicar a iniciativa britânica "Eat Out to Help Out" e incentivar os cidadãos a frequentarem pequenos restaurantes quer presencialmente quer através de serviços de "Take Out" através de um desconto que podem requerer ao governo depois de frequentarem um restaurante e através do recibo. Preparando a segunda vaga de COVID-19 seria possível também adquirir na restauração refeições e entregá-las aos trabalhadores de serviços críticos e de urgência médica.

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