Opinião

Ser um “agente de saúde”, tanto na compra como na forma de pagamento

Foto: DR
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Se vai fazer compras pense duas vezes. Pense, primeiro, se precisa mesmo sair de casa e, segundo, pense como vai pagar.

As transações financeiras, sobretudo os pagamentos, fazem parte do nosso dia a dia e de muitas das nossas rotinas. No entanto, a forma como as fazemos pode deixar-nos expostos ao novo coronavírus (COVID-19) e até mesmo contribuir para a sua transmissão, mesmo de forma involuntária. Por isso, devemos ser responsáveis e optar por métodos de pagamento que nos protejam e minimizem as formas de contágio, cumprindo as recomendações das autoridades de saúde. O MB WAY é uma das soluções, portanto, mais adequadas aos tempos em que vivemos.

Segundo o SIBS Analytics, no mês de fevereiro foram efetuadas 103 milhões de operações de pagamentos eletrónicos. Destas, 34 milhões foram efetuadas em mercearias, supermercados e hipermercados, 18,5 milhões em restauração e serviços de catering, 4 milhões em moda e acessórios, 2 milhões em serviços de saúde, 4,7 milhões em pagamentos de telecomunicações e utilities e cerca de 1 milhão em transportes.

Segundo a mesma fonte, os utilizadores fazem em média cerca de 15 compras físicas por mês, sendo que, de acordo com o Banco de Portugal, a maior parte dos pagamentos são feitos a dinheiro.

Mas atenção! Dados da Organização Mundial de Saúde de março deste ano, já depois da declaração de pandemia, revelam que o novo coronavírus (COVID-19) pode permanecer nos objetivos, tais como as notas, moedas, corrimões, maçanetas, carrinhos de supermercado, bancadas ou até botões de elevadores.

De facto, a utilização de dinheiro físico deverá ser evitada sob pena de estarmos a contribuir para a propagação da doença, tendo em conta o elevado número de pessoas que recorrem a este meio de pagamento e à troca de notas e moedas de mão em mão.

Para além do dinheiro, é necessário evitar ainda o contacto com terminais de pagamento físicos, já que estas superfícies podem abrigar o vírus e acelerar a transmissão da doença. A própria Associação Portuguesa de Bancos e o Banco de Portugal recomendaram a utilização de canais digitais para a realização das operações bancárias no sentido de evitar o contacto físico e a exposição em locais fechados, como as agências dos bancos.

Hoje em dia já conseguimos fazer compras online ou nas lojas com telemóvel ou com contactless, transferir dinheiro ou fazer pagamentos de serviços, por exemplo, sem contacto físico. Falamos do recurso a aplicações bancárias ou ao serviço MB WAY, que já permitem realizar estas transações, pagamentos e compras de forma segura e cómoda através do seu único e intransmissível dispositivo móvel.

Mas não podemos esquecer que existe uma faixa etária para a qual estas novidades são fonte de desconfiança. Falamos dos mais velhos que, por norma, são quem mais utiliza meios de pagamento como dinheiro físico, realiza mais idas às agências bancárias ou recorre aos terminais físicos. Deverão ser os filhos e netos a apoiá-los nesta fase e ajudar nas transações digitais de forma possíveis contágios.

Por todas estas razões mantenha-se longe do dinheiro físico. #getawaywithcash

João Morais Barbosa, Administrador da Reorganiza

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