Opinão

Team buildings: mitos ou só verdades?

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São cada vez mais as empresas que nesta altura do ano proporcionam aos seus colaboradores uma experiência totalmente diferenciadora face à rotina do dia-a-dia.

Seja um dia, uma tarde ou uma noite, o importante é que os colaboradores saiam da rotina, preferencialmente longe do ambiente habitual de trabalho e que sejam convidados a participar numa experiência imersiva e envolvente – os famosos team buildings.

Uma sessão de team building eficaz permite quebrar o gelo, melhorar a comunicação, fomentar o espírito de equipa, criar laços, motivar e alinhar os colaboradores, estimular à reflexão e, por consequência, melhorar o desempenho e produtividade dos colaboradores.

Estas são apenas algumas das verdades em relação aos team buildings, mas que facilmente se comprovam com factos. De acordo com a Accenture, as organizações que mais promovem o envolvimento dos colaboradores são 21% mais lucrativas do que as que não fazem. E ainda, dados da One4All revelam que 38% dos colaboradores estabelecem uma relação direta entre os níveis de felicidade e o seu desempenho no trabalho.

Os colaboradores podem e devem ser os principais embaixadores da empresa ou marca que representam. Esta tomada de consciência por parte da entidade patronal leva a que cada vez mais empregadores coloquem os colaboradores no centro da sua atividade durante todo o ano e que pensem criteriosamente, e com cada vez mais antecedência, na atividade a realizar nesta quadra festiva.

Atividades de âmbito militar, cozinhar em equipa, pintura de mural com graffitis, jogos tradicionais e prova de vinhos são alguns dos exemplos de atividades de team building. No entanto, na conceção deste tipo de atividades a imaginação não deve ter limites. O importante é que a atividade seja desenhada à medida de cada empresa, de acordo com as necessidades das suas equipas. É, por isto, de extrema importância conhecer o perfil de colaboradores que participam no evento, aferido mediante ferramentas de diagnóstico, a estrutura e cultura organizacionais e, até mesmo, o tipo de negócio da empresa. Conhecer implica também identificar pontos fortes e fragilidades, para que, posteriormente, se possam selecionar as atividades ou até mesmo desenvolvê-las de raiz, para suprir necessidades específicas.

No entanto, para serem verdade e não apenas mito, devem fazer parte de uma estratégia de recursos humanos maior, contínua e focada no colaborador. Só assim é possível aumentar os níveis de motivação e envolvimento dos colaboradores e os resultados surgem por si.

Cláudia Vicente, Diretora GALILEU

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