Opinião

TikTok: A rede social do futuro digital

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A importância estratégica da TikTok no futuro próximo do digital.

Bruno Salomão

Bruno Salomão

O mundo das redes sociais é efetivamente alucinante. Fico surpreendido como a necessidade de expressão, a interação, bem como os infinitos interesses das pessoas, abrem portas a novas apps e redes sociais. Para alguns, os “gigantes” de Facebook (Facebook, Instagram e Whatsapp) e Google (Gmail, Youtube) ocupam um espaço impenetrável e conseguem promover quase um monopólio nesta área. Mas será mesmo assim? Não creio.

Nos últimos tempos emergiu uma rede social cujo foco passa pela criação e partilha de vídeos musicais, mas não só, para mobile com um formato curto (curtíssimo!) de apenas 15 segundos. Tudo começou no antigo Musica.ly, uma rede social para jovens que dava espaço à criação de vídeos curtos, por norma músicas, desafios, experiências, entre outros. Após um período de grande penetração de mercado, esta rede social transformou-se numa potente rede automatizada que dá pelo nome de TikTok. Esta plataforma de origem chinesa tem mais de 500 milhões de utilizadores em 150 países e mantém a linha original cujos principais objetivos são encontrar “musers” (ou influenciadores), pesquisar músicas, usar efeitos/filtros e partilhar hashtags populares. Para além disto, os criadores da TikTok perceberam rapidamente que o conteúdo criado teria muito mais impacto e visibilidade quando partilhado em outras redes sociais, como o Instagram ou Snapchat. Aqui, os conteúdos ganham uma visibilidade exponencial e, em muitos casos, tornam-se vídeos virais.

Se o Musica.ly chegou a ultrapassar os 200 milhões de utilizadores no momento da sua venda, em novembro de 2017, a TikTok aproveitou esse espaço e conseguiu levar o conceito muito mais além no que respeito ao número de utilizadores, mais de 500 milhões só na China, atingindo uma popularidade tal que se tornou na app com mais downloads. Sem surpresa, esta é atualmente uma das redes sociais favoritas do público mais jovem, especialmente da Geração Z, que cada vez menos se sente atraída pelos grandes players e procura espaços que vão mais ao encontro dos seus interesses e expectativas. Por outro lado, o mercado está cada vez mais fragmentado e repleto de nichos ansiosos por expressar a sua opinião, as suas ideias e criatividade. E, sinteticamente, a TikTok é exatamente isto.

Considerando que as gerações mais jovens têm um consumo muito mais informado que as anteriores, e que grande parte do tempo que dedicam ao digital é empregue a navegar nas redes sociais, a TikTok deve começar a assumir maior protagonismo nas estratégias das equipas de Marketing Digital das marcas. Estamos a falar não só de uma plataforma de criação de conteúdos, mas também de criação de ligação a criadores de conteúdo (musers). Um espaço de partilha privilegiado, dominado essencialmente por micro-influenciadores, com taxas de interação muito elevadas, que deve ser incluído pelas marcas nos seus planos de Marketing de Influência com o intuito de comunicar e criar relação com este público-alvo. Tal como os Millenials, também a Geração Z irá exigir diferentes abordagens e formatos de comunicação e a TikTok é uma primeira resposta a esta demanda.

No entanto, apesar do auspicioso inicio, a TikTok ainda tem algum caminho a percorrer, sobretudo em termos de índices objetivos de Marketing que, como se sabe, cada vez mais exigem links que conduzam a KPI’s rastreáveis e confiáveis. De qualquer forma, a realidade é que, ao dia de hoje, a TikTok conseguiu aliar inovação e criatividade na produção de conteúdos sem, no entanto, deixar de assegurar elevadas taxas de interação.

Bruno Salomão é country manager em Portugal da SocialPubli

Leia também: O problema da Índia para a TikTok

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