Trabalho remoto para além da pandemia

O trabalho remoto é uma realidade, para muitos de nós, desde o início da pandemia e veio alterar o status quo de como executamos e gerimos o trabalho. Esta realidade não faz apenas parte do denominado "novo normal", mas antes representa uma mudança de paradigma com impacto profundo no modo como trabalhamos e trabalharemos no futuro. Um pouco por todo o mundo assiste-se ao abandono dos escritórios como local de trabalho primordial, à medida que organizações e respetivos colaboradores se rendem às vantagens do teletrabalho.

Cabe às empresas garantir a adequação das suas estratégias, políticas e procedimentos aos tempos correntes, assegurando a disponibilização dos meios para manter os níveis de produtividade e performance, bem como de segurança, proximidade e envolvimento das suas pessoas. Assim, os temas da atual agenda das empresas, prendem-se com o assegurar destas questões, nas mais variadas vertentes:

1. Soluções de comunicação virtual entre equipas;

2. Plataformas de colaboração, suporte e partilha;

3. Ferramentas e práticas de monitorização e acompanhamento à distância;

4. Acesso seguro aos sistemas, dados e informação;

5. Políticas e práticas de RH, bem como de organização, execução e monitorização do trabalho adaptadas à realidade do remoto (ex. Programas virtuais ou mistos de onboarding, formação e retenção de talento);

6. Desenvolvimento de competências específicas associadas a estas novas formas de trabalho.

Garantida a operacionalização destas medidas, é igualmente hora de reinventar as lideranças. Esta nova realidade, que obriga a ajustar as formas de trabalho, comunicação e interação entre as equipas, requer lideranças fortes com capacidade de adaptação e de desenvolvimento de competências pouco exploradas.

É fundamental, nesta era digital, continuar a investir no ativo mais valioso das empresas, as suas pessoas, assegurando que os colaboradores e, em particular os líderes, tenham não apenas os meios, mas também as competências necessárias para trabalhar remotamente, mantendo a satisfação, envolvimento e os níveis de desempenho das suas equipas, bem como a performance do negócio.

Cabe às empresas aferir e garantir que os seus líderes estão aptos para a gestão de equipas em remoto e, caso não estejam, promover o desenvolvimento das competências necessárias para tal.

Importa relembrar que o sucesso das empresas passa não apenas pela inovação e transformação digital, mas também na adequação das políticas de capital humano à nova realidade, onde se inclui a reinvenção do significado de ser líder.

Gonçalo de Salis Amaral, partner Neves de Almeida HR Consulting

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de