Transformação digital e o novo papel do outsourcing

A massificação da tecnologia, associada à globalização, levou empresas do mundo inteiro a repensar a sua ligação com a inovação. Hoje em dia, é crucial que as organizações dominem a tecnologia e que sejam orientadas para a mudança, no sentido de ganharem vantagens competitivas.

Como resultado do ritmo acelerado da transformação digital, nos últimos anos, as empresas começaram a sentir-se pressionadas para otimizar estratégias tecnológicas e a infraestrutura que as suporta. As que o fizeram com sucesso estão agora focadas em otimizar e consolidar a sua estratégia digital, através do desenvolvimento e da implementação de novas tecnologias, para impulsionar o seu negócio, nomeadamente a externalização de serviços.

Numa clara demonstração desta tendência, as conclusões do mais recente inquérito anual da CGI - o Voice of Our Clients -, realizado a 1,700 líderes de negócio e de tecnologias de informação, indicam que o interesse pela externalização de serviços, nomeadamente, managed services, continua a aumentar ano após ano entre 5% a 7%, dependendo do setor económico.

Atualmente, a maioria das operações de suporte ao negócio podem ser asseguradas por terceiros, sendo inúmeras as vantagens para as organizações que optam pela sua entrega a um parceiro de tecnologias de informação (TI): desde o alargamento da oferta, passando pela redução de riscos (nomeadamente em questões de conformidade e segurança) ou pelo aumento de eficiência e competitividade.

O outsourcing de TI deixou de ser visto como uma estratégia para reduzir custos e passou a ser visto como uma parceria entre cliente e fornecedor, com claros benefícios para os clientes das organizações que dele beneficiam. Ao integrarem as competências tecnológicas do fornecedor na sua operação, as organizações ampliam a sua capacidade. Hoje os parceiros tecnológicos não se limitam a aconselhar e implementar soluções, indo mais além na operação do cliente, colaborando diretamente nas suas atividades do dia-a-dia. Além do conhecimento técnico, um bom parceiro traz consigo as melhores práticas, ideias, e a experiência adquirida noutros contextos e realidades, o que é, sem dúvida, uma mais-valia.

A implementação de novos modelos de operação que tirem partido de automação, de ferramentas de monitorização 24/7 e de mecanismos contratuais de gainsharing, são disso bons exemplos.

Este modelo de externalização traz, assim, segurança, flexibilidade, escalabilidade e ganhos de eficiência à operação. Termino com um aspeto que não é de somenos importância: esta forma de trabalhar exige proximidade, confiança e trabalho em equipa entre cliente e fornecedor criando, assim, uma ligação duradoura e profícua.

João Ribeiro, Director Consulting Services, CGI

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