Um esforço para a recuperação

Boas notícias na área económica marcam um fim de semana em que o país está de luto pela morte do antigo Presidente da República, Jorge Sampaio. Começando pelas exportações, Portugal já vendeu ao estrangeiro quase 1100 milhões a mais do que em 2019. Contas dos primeiros sete meses do ano relativas a exportações de bens no valor aproximado de 36 803 milhões de euros, o que representa um aumento homólogo de 22,2% e de 3,1% comparativamente ao período pré-pandemia. Na prática, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), significa um aumento de 1097 milhões de euros face a julho de 2019 e que confirma a recuperação dos principais setores da economia nacional.

Mas poderia ter sido melhor? Poderia, caso as economias já estivessem todas livres do coronavírus e do ventilador e se a categoria de material de transporte, onde se incluem as vendas ao exterior de carros e de componentes para a indústria automóvel, não estivesse ainda abaixo do período pré-covid, influenciadas pela falta de chips e componentes que têm obrigado a indústria a parar um pouco por todo o mundo.

Todas as grandes categorias económicas de bens cresceram no acumulado do ano comparativamente a igual período de 2019, com exceção, precisamente, do material de transporte, que cai 9,1% para 5146 milhões de euros, menos 775,4 milhões do que antes da pandemia. Merecem destaque os acréscimos de 5,9% nos fornecimentos industriais, de 9,2% nas máquinas e outros bens de capital e de 10,5% nos produtos alimentares e também bebidas.

Bons sinais, a que se juntam as previsões de 5% de crescimento, já assumidas quer pelo ministro das Finanças, João Leão, quer pelo ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira. O último referiu-o na terça-feira, em entrevista à RTP, e ontem Leão afirmou que o "foco" na União Europeia e em Portugal deve estar numa "completa recuperação" pós-crise da covid-19, destacando o "crescimento económico mais forte do que o previsto". Acrescentou ainda que "estamos agora a registar uma verdadeira forte recuperação na Europa e as empresas estão agora com uma elevada atividade.

E com o sucesso de todo o programa de vacinação [anti covid-19] na Europa, esperamos agora um crescimento económico mais forte este ano do que antes do previsto, de cerca de 5% na Europa e também perto dos 5% em Portugal, o que é muito importante", afirmou João Leão no momento em que chegava à reunião informal do Eurogrupo em Kranj, na Eslovénia.

Até final deste mês, o país deverá atingir 85% da população vacinada e essa também é uma boa notícia para a economia. Trará a confiança necessária, dinamizando o consumo privado, o investimento e a produção. Só com segurança haverá desenvolvimento e crescimento. E saúde e economia irão continuar de mãos dadas e apertadas ainda por muito tempo. Habituem-se!

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