Um Memorando de Entendimento para as qualificações digitais

O objetivo é reforçar as competências digitais, contribuindo para uma maior qualificação do emprego e uma economia de maior valor acrescentado

A qualificação dos recursos humanos é uma das preocupações que esteve na génese da AEP. Volvidos 170 anos, esta preocupação mantém-se, ou melhor acentuou-se, constituindo um dos maiores desafios que temos a curto, médio e longo prazo.

Temos de elevar as competências dos recursos humanos, com uma aposta direcionada para resultados, a alcançar já a muito curto prazo. Só assim será possível enfrentar, com sucesso, os desafios da Revolução Tecnológica, onde a Digitalização dos negócios adquire maior importância.

Em matéria de níveis de Educação e de Qualificação, Portugal compara muito mal a nível europeu e as projeções para 2030 não perspetivam uma melhoria muito significativa. Portugal é um dos países onde se verifica maior desfasamento entre as qualificações dos trabalhadores e as exigências do posto de trabalho.

Por isso, temos de nos preparar, e muito rapidamente, sob pena do futuro do país ficar muito comprometido, pelas sérias implicações desta matéria ao nível da produtividade e competitividade. Uma preparação que deve incluir um forte envolvimento das Associações Empresariais, que conhecem profundamente as reais necessidades das empresas.

Foi neste sentido que a AEP celebrou na passada semana com o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social um Memorando de Entendimento com vista à transformação do CESAE – Centro de Serviços e Apoio às Empresas – num Centro Protocolar de Formação Profissional nas Áreas do Digital e das Tecnologias de Informação e Comunicação. O objetivo é reforçar as competências digitais dos cidadãos em geral e dos ativos em particular, contribuindo para uma maior qualificação do emprego e uma economia de maior valor acrescentado.

Estamos certos que à semelhança de outras parcerias estratégicas de colaboração já encetadas anteriormente – como é o caso do modelo do Programa Formação-Ação – também esta parceria entre o setor público e privado constitui um excelente exemplo de como é possível delinear e implementar políticas públicas virtuosas, em prol da competitividade das empresas e do país.

Acreditamos que os resultados desta virtuosa colaboração irão demonstrar que estamos certos e que este deve ser o caminho a prosseguir!

Luís Miguel Ribeiro, presidente da Associação Empresarial de Portugal

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