Opinião: António Loureiro

Viagens feitas à medida: O futuro do Turismo já chegou

António Loureiro, Travelport.
António Loureiro, Travelport.

A “paisagem” do Turismo – setor que, atualmente, representa 7,6 triliões de dólares – tem vindo a alterar-se rapidamente.

A “paisagem” do Turismo – setor que, atualmente, representa 7,6 triliões de dólares – tem vindo a alterar-se rapidamente. O viajante é hoje digitalmente experiente e está sempre conectado. Oferecer experiências de viagem mais personalizadas, através de novas tecnologias, é um dos desafios a que a indústria precisa de responder a curto-prazo.

As ferramentas digitais têm hoje extrema importância antes, durante e após as viagens. Com as expectativas a começarem a superar as políticas e tecnologias disponíveis, a maioria dos viajantes espera que as agências de viagens ofereçam aplicações móveis que impulsionem conteúdo hiperpersonalizado, de forma a facilitar a reserva. Basta pensar que o smartphone rapidamente se tornou num dos principais canais através dos quais as viagens são pesquisadas, reservadas e geridas. Num estudo que realizámos recentemente, percebemos que nos próximos três anos 70 por cento das transações no setor do turismo serão efetuadas através de dispositivos móveis.

Mas a experiência digital não é uma via de um só sentido. Pode ajudar os agentes de viagens a conhecer melhor os seus clientes, a mantê-los fidelizados e a fornecer vantagens competitivas com base no conhecimento que têm. Já para as empresas não se trata apenas de encontrar o conteúdo certo, mas as ferramentas certas para combinar as expectativas dos seus colaboradores e permitir o intercâmbio entre viagens de negócios e de lazer – o fenómeno bleisure (business e leisure) que muitos acreditam que será a tendência deste ano. Por outro lado, defendo que as companhias low-cost encontraram no digital uma vantagem competitiva, por estarem capacitadas para oferecer acesso fácil na seleção, reserva e pagamento de voos.

Para que o setor de viagens de negócios ofereça uma experiência de viagem global, económica, confortável, eficiente e hiperpersonalizada precisa de abordar os novos desafios e demonstrar inovação. Poderá fazê-lo oferecendo, por exemplo, ferramentas de pesquisa e análise de dados multimodais inteligentes e baseadas em machine learning de forma a prever comportamentos com base em experiências anteriores e, por exemplo, evitar o stress e a frustração que muitos passageiros sofrem no dia da viagem. Já imaginaram “alguém” avisar-nos de que um certo dia é mau para marcarmos uma viagem, porque vamos acordar muito ansiosos? Pois bem, bem-vindos ao futuro.

Acredito que a indústria de viagens tem de se adaptar continuamente para oferecer serviços adequados, relevantes e oportunos para os clientes. Fornecer conteúdos digitais pertinentes não é mais uma questão acessória, mas um meio essencial para alcançar e satisfazer o viajante moderno. No entanto, a
tecnologia de ponta não é um fim em si mesma e não tem significado se não for utilizada para unir os vários pontos de contacto. Somente os players capazes de tornar real a “satisfação do viajante” terão sucesso.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
Fotografia: REUTERS/Philippe Wojazer/File Photo

Comissão Europeia multa Altice em 125 milhões pela compra antecipada da PT

O ministro das Finanças, Mário Centeno. Fotografia: MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

Mário Centeno diz que “não há folga orçamental”

Jean-Claude Juncker, Presidente da Comissão Europeia.  EPA/PATRICK SEEGER

Bruxelas pode fazer cortes de 6% em coesão e agricultura

Outros conteúdos GMG
Viagens feitas à medida: O futuro do Turismo já chegou