Road 2 Web Summit

Web Summit. Amanhã mais do que hoje

Não é fácil. Acredite. Neles e no valor do espectáculo (até no showbiz...), porque ainda haverá, após aqueles dias frenéticos, pegada a seguir.

Empreendedorismo. Mais uma palavra bonita, tal como inovação, que a esta hora suscita sentimentos tão contraditórios como o entusiasmo e o descrédito.

Muitos já desligam quando se fala de empreendedores. Nem tudo é verdade. Empreendedorismo para cá, rondas de investimento para lá, unicórnios e one billion dolar companies para ali. Frases inspiradoras, lições para o sucesso, muitas balelas e equívocos.

Nem tudo é empreendedorismo e muitos estão a milhas de serem empreendedores.

Assim, se desfaz a beleza da palavra e tudo o que está por detrás. Nem tudo é empreendedorismo e muitos estão a milhas de serem empreendedores.

Mas, entre o que é verdade e merece ser reconhecido — as startups para ouvir, aprovar e premiar, como dizia esta terça-feira o ministro da Economia — e o que nasce e morre nos jargões do momento há uma grande diferença.

Numa economia estagnada e cheia de velhos problemas, é bem-vinda a excitação dos jovens, as suas ideias e a convicção (única) de vencer para nos convencer de que o futuro será mais do que isto; para nos fazer sonhar e, sobretudo, acreditar.

E esta quarta-feira arranca uma coisa muito séria. O ecossistema – gíria da comunidade [que me irrita particularmente] junta-se o dia inteiro num evento com direito a primeiro-ministro, ministros, secretários de Estado e autarcas. O Road 2 Web Summit arranca no novo Hub Criativo e Empreendedor do Beato (30 mil metros quadrados), em Lisboa, o maior de Portugal e um dos maiores a nível europeu, que prevê mais iniciativas ao longo do ano e em todo o país.

O primeiro-ministro de Portugal, António Costa (D), acompanhado pelo presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina (E), durante a visita na apresentação do novo Hub Criativo de Lisboa, na Antiga Manutenção Militar, no Beato, em Lisboa, 17 de junho de 2016. MÁRIO CRUZ/LUSA

O primeiro-ministro, António Costa), acompanhado pelo presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, durante a visita ao novo Hub Criativo de Lisboa, na Antiga Manutenção Militar, no Beato, em Lisboa (17 de junho de 2016). Fotografia: MÁRIOCRUZ/LUSA.

Esta quarta-feira serão conhecidas as 66 grandes, as melhores startups portuguesas, que representarão Portugal na Web Summit, que chegará a Lisboa em menos de dois meses. Inscreveram-se 237, foram aprovadas 170, mas apenas 66 terão entrada direta no maior evento de empreendedorismo da Europa.

A Web Summit contará com mais de 50.000 participantes, de mais de 150 países, incluindo mais de 20.000 empresas, 7.000 presidentes executivos, 700 investidores e 2.000 jornalistas internacionais. A montra. Não é a brincar.

Fotografia: EPA/STR

Fotografia: EPA/STR

Até aqui, houve ideias, mentoring, planos de negócio, o bater a muitas portas à procura de financiamento, o enorme esforço de criar produto, marca e mercado, de fazer negócio, dinheiro.

Não é fácil. Acredite. Neles e no valor do espetáculo (até no showbiz…), porque ainda haverá, após aqueles dias frenéticos, pegada a seguir.

Ou seja, houve mesmo muito trabalho, muitas horas sem dormir, muitos sucessos, outros tantos fracassos e, nestes casos, muito importante, a persistência e a resiliência de voltar com a mesma cara e vontade reforçada. Não é fácil. Acredite. Neles e no valor do espetáculo (até no showbiz…), porque ainda haverá, após aqueles dias frenéticos, pegada a seguir.

Ponha de parte o preconceito que chegou com a vulgarização do conceito de empreendedorismo. Encante-se, acredite que algumas destes nossos Fazedores, como lhes chamamos há mais de cinco anos — muitos nasceram e cresceram juntos com o Dinheiro Vivo –, criarão emprego e contribuirão para aumentar o PIB nacional. Amanhã mais do que hoje.

Jornalista e diretora do Dinheiro Vivo

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