Opinião

Opinião. WS. Até quando vamos conseguir segurá-la?

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Teremos os atrativos suficientes para reter este evento - tão importante para o ecossistema de inovação nacional - por mais do que três ou cinco anos?

Lisboa é uma cidade maravilhosa”, “está um tempo fantástico quando no norte da Europa já está frio”, “os portugueses sabem acolher”, “a Web Summit está bem organizada”, “este é um país seguro”. Estes foram alguns dos comentários que ouvi nos corredores acerca a realização do evento que terminou esta quinta-feira, em Lisboa. Um sucesso em que 60 mil pessoas, de 160 países, participaram.

É o segundo ano consecutivo que a cimeira das tecnologias se realiza na capital, depois de ter acontecido por cinco anos em Dublin, na Irlanda. Há oito dias, Paddy Cosgrave, o fundador, disse ao Dinheiro Vivo que está disposto a manter cá o evento até 2020. Ou seja, antecipa outra série de cinco anos numa mesma cidade. E até lá? E a seguir a isso? Teremos os atrativos suficientes para reter este evento – tão importante para o ecossistema de inovação nacional – por mais do que três ou cinco anos? E se este acontecimento viajar para outras paragens, como é normal que venha a acontecer, estaremos preparados para o substituir e aproveitar as boas sementes que vão ficar em Lisboa? Ou vamos chorar quando perdermos a WS e nada fazer com o que ficou semeado?

Esta semana, o comentador habitual do programa A Vida do Dinheiro, do Dinheiro Vivo e da TSF – que já criticou publicamente a cimeira – , deixou uma sugestão interessante no ar: “Portugal deveria começar já a preparar o seu próprio evento”, a cimeira das tecnológicas que possa atrair participantes de vários países e consiga desenvolver o ecossistema. Uma ideia que, a ser abraçada, requer ação imediata.

Pela minha parte e do Dinheiro Vivo, queremos continuar a ter o privilégio de participar na discussão do state of the art da inovação e da tecnologia, em Lisboa. Fizemo-lo especialmente este ano, como media partner oficial do evento. No estúdio que instalámos na Web Summit passaram dezenas de decisores e nesta edição pode ler algumas dessas entrevistas. Deixo aqui uma palavra de agradecimento especial à equipa que, incansavelmente, trabalhou na cobertura editorial e na estreia do novo conceito de Mobile TV do Dinheiro Vivo. Obrigada a todos!

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