Comissão Europeia

Portugal sem progressos na inovação em oito anos

País não descolou do lugar em oito anos, diz Bruxelas. Maior parte dos indicadores regrediu.

Portugal mantém-se abaixo da média dos 28 da União no ranking de inovação produzido pela Comissão Europeia. O European Innovation Scoreboard de 2018, publicado na última sexta-feira, vê o país como um inovador moderado, no 14º lugar do bloco sob Bruxelas, e na 18ª posição de um total de 36 economias analisadas – sem sair do lugar no qual se encontrava na última avaliação, de 2010, e a afastar-se mais dos resultados médios da UE.
No índice produzido por Bruxelas, Portugal surge atrás da República Checa, igualmente um país com níveis moderados de inovação, e de outros 12 países da União Europeia líderes ou fortes em inovação, num grupo que é liderado pela Suécia, Dinamarca e Finlândia, por esta ordem.
Apesar da falta de avanço face ao indicador de 2010, o país obtém melhorias de desempenho em alguns aspectos. Designadamente, no ambiente propício à inovação (+29,8 pontos), que foi substancialmente melhorado pelo aumento das taxas de penetração da rede de banda larga, e na atratividade dos sistemas de investigação (+7,5 pontos) – com um forte crescimento na participação em publicações científicas internacionais.
Melhorou ainda o impacto no emprego (+16 pontos) em sectores de conhecimento intensivo e empresas de rápido crescimento, assim como se verificam melhorias no registo de marcas no que diz respeito a ativos de propriedade intelectual.
Em sentido inverso, porém, Portugal regista regressões nos restantes indicadores: recursos humanos (-39,3 pontos), financiamento e apoios (-12,5 pontos), investimento em investigação e desenvolvimento (-19,8 pontos), inovação nas pequenas e médias empresas (-11,7 pontos), colaboração entre agentes do sector privado (-15,7 pontos) e no impacto nas vendas (-27,2 pontos) – aqui, com uma quebra acentuada no indicador de chegada ao mercado de novos produtos desenvolvidos por empresas (-92,2 pontos).
Os dados da Comissão Europeia mostram ainda um investimento bruto em investigação e desenvolvimento de 1,27% do PIB, abaixo da percentagem de 1,33% do PIB registada em 2013, e longe da meta de 2,7% estabelecida para 2020.

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