Poupança para a Vida

Francisco Lima: “Maior rendimento para uma maior poupança”

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Para várias famílias portuguesas, a capacidade de poupança é nula. Algo que poderá mudar com o aumento do rendimento disponível.

Uma taxa de poupança de 4% é objetivamente baixa. Como é que Portugal se compara em termos de poupança com outros países europeus?
Se pensarmos nesse valor, significa que quase 96% do rendimento das famílias é destinado ao consumo. E nessa medida é baixo. Mas o que nos permite qualificar isso é a comparação com outros países que são semelhantes. Se compararmos com Espanha, são 10%, se compararmos com a Polónia, é mais baixa, está para aí em 2%.

Mas comparando com a Irlanda, que também foi alvo de intervenção…
O caso da Irlanda é diferente. A evolução da taxa de poupança na Irlanda não é similar à nossa no seu perfil. A espanhola já tem acompanhado mais os altos e baixos e, apesar de agora ser mais alta, nos últimos dez anos houve momentos em que esteve mais baixa.

E o caso da Bélgica, que é um país geograficamente mais pequeno do que Portugal e que nos últimos anos tem tido uma situação política conturbada, mas que permanece com uma taxa de poupança mais alta?
Aí temos de olhar para o rendimento per capita. Em Portugal as pessoas com rendimentos mais baixos têm taxas de poupança próximas do zero, senão mesmo zero… Há uma parte do consumo que é fixo: as pessoas têm de se alimentar, têm de se vestir, transportes, habitação. Por muito que uma família queira poupar, tem de ter sempre um nível de consumo mínimo. Comparando com a Bélgica, temos de olhar para o rendimento per capital, que tem influência naquilo que as pessoas conseguem ou não poupar.
Isso significa que uma possível solução para subir as taxas de poupança seria aumentar o rendimento?
Uma das soluções seria obviamente essa: o país crescer mais e, ao crescer mais, a poupança também aumentasse. Olhando para os rendimentos das famílias portuguesas, vemos que são aquelas com rendimentos mais elevados que poupam mais.

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