Prémio Inovação NOS

Melo Ribeiro: Indústria 4.0 “é uma oportunidade de ouro” para Portugal

Melo Ribeiro, CEO da Siemens Portugal
Melo Ribeiro, CEO da Siemens Portugal

O tamanho do país ou a sua localização periférica não terão qualquer importância, garante o CEO da Siemens Portugal

A digitalização da economia, ou a Indústria 4.0, constitui uma “oportunidade de ouro” para Portugal, na medida em que “vai tirar a importância” aos conceitos de tamanho e de centralidade, o que permitirá que nos coloquemos “no centro do que quisermos ser”, acredita o presidente executivo da Siemens Portugal.

Mais, Carlos Melo Ribeiro lembra que a criação, no futuro, “do maior mercado do mundo”, o dos Estados Unidos e da União Europeia, vai-nos pôr “mesmo no meio do que é importante”.

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Melo Ribeiro falava sobre ‘O Papel da Inovação na Nova Revolução Industrial’ na conferência de apresentação da segunda edição do Prémio Inovação NOS, que esta quinta-feira decorreu no Mosteiro de São Bento da Vitória, no Porto. E onde defendeu que os portugueses são um povo “muito aberto ao software e ao digital”, um “mundo enorme” no qual Portugal começa a fazer o seu caminho. E ainda bem porque, diz, “não podemos deixar escapar esta oportunidade”.

Lembrando que a indústria “foi sempre e continuará a ser” a grande “criadora de emprego”, Melo Ribeiro garante que o mundo está a redescobrir e a dar importância à indústria, pelo que, “chegou a altura de nós nos preocuparmos também, numa lógica de política mais ativa e de mais longo prazo”, defende.

“Esta ligação do mundo virtual ao real, a indústria 4.0, traz-nos um mundo de oportunidades”, diz o CEO da Siemens Portugal, para quem, o problema económico do país e do seu futuro é irritantemente fácil de ultrapassar”.

O que falta então? Coordenação e estratégia. “O país ainda age muito avulso, não age em conjunto, com estratégias. E, para esta nova era é preciso planear”, diz Melo Ribeiro. Que dá o seu próprio exemplo, na Siemens, dizendo que quando lança iniciativas fá-lo em Lisboa, mas que rapidamente as alarga ao Norte.

“Em Portugal ainda se faz tudo muito em círculo, em reuniões muito fechadas. Precisamos de ter a atitude do nerwork, da rede, da troca e da partilha”, frisa. No entanto, assegura, “o mundo ainda não está perfeito, mas está perto, designadamente em muitas indústrias como o calçado e têxtil, que se aliam já à digitalização”.

Questionado sobre como será a fábrica do futuro e sobre como é que essa realidade se fará sentir a nível do emprego, Carlos Melo Ribeiro garante não estar preocupado. “De certeza que não será uma mudança tão brusca como foi a primeira revolução industrial. [As pessoas] deslocam-se para outros serviços”, diz.

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