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Ambiente mais controlado

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O ruído e a poluição do ar são duas das preocupações de quem vive em espaços urbanos mas graças a soluções tecnológicas de fácil utilização, hoje já é possível monitorizar ruído e poluição 24 horas por dia

Nas principais artérias de uma cidade, junto a hospitais e escolas ou em instalações fabris, é importante controlar os níveis de poluição do ar e de ruído. Mas as tecnologias que recorrem à Internet das Coisas (IoT na sigla inglesa), vieram tornar isso possível, promovendo uma melhor gestão ambiental destes espaços.

Ao longo dos últimos anos, a PT Empresas desenvolveu várias soluções nesta área, disponíveis para clientes (privados ou da administração pública), que podem ser costumizadas de acordo com as necessidades do cliente. “A mesma solução não se aplica a uma grande empresa e a outra muito pequena. Temos diversas variantes que se adaptam ao caso concreto. Podemos estar a falar de sondas que permitem uma medição mais “fina”, aferindo um conjunto de dados – por exemplo dos níveis de CO2 – ou podemos ter um cliente que nos pede a medição de um parâmetro específico”, explica Mário Sousa, da direção de Produto da PT Empresas, que destaca a importância deste tipo de tecnologia em escolas e hospitais mas também perto de unidades hoteleiras. “Sempre que há um desvio nestes parâmetros, as empresas que pediram o serviço são alertadas, de modo a poderem tomar as medidas que acharem convenientes”, explica. Além de enviarem notificações por sms ou correio eletrónico, estas soluções podem ter um painel ou portal que divulga a informação captada em tempo real.

Tecnicamente, estes sensores tanto podem ser instalados no exterior – por exemplo, junto à rotunda do Marquês de Pombal, em Lisboa – como no interior de uma fábrica. “São pequenas caixas, colocadas no local, que podem ir desde caixas bastante pequenas e baratas a soluções mais onerosas, capazes de medir parâmetros muito específicos para uma determinada indústria”, explica Mário Sousa.

“O nosso objetivo é ter os parâmetros que, por lei, é obrigatório medir – nas autarquias e na indústria – a um preço bastante competitivo, para permitir uma maior disseminação. O sistema instalado num local da cidade não dá uma perspetiva global – os níveis de poluição e ruído são diferentes junto ao rio, ao lado de uma indústria etc. Este tipo de solução tem vantagens quando se consegue disseminar. Face às medições, podem ser tomadas ações e pode aferir-se se as mesmas têm efeito. E isso só se consegue monitorizando de forma regular”, acrescenta Inês Ferreira, responsável de IoT da PT Empresas, para quem a tecnologia atualmente disponível permite massificar a monitorização ambiental. Periodicamente os sensores precisam de ser recalibrados, o que obriga a algum trabalho de manutenção.

Os utilizadores são, neste momento, os mais diversos de empresas na área industrial, unidades de saúde e hotelaria. Mário Sousa dá o exemplo do proprietário de um alojamento local que recorreu a esta solução para fazer face às queixas de ruído dos restantes condóminos. “Neste caso, a partir de um determinado limite de decibéis, o proprietário é notificado sobre o que está a acontecer e pode atuar junto dos hóspedes”, afirma Mário Sousa.

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