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Andrew Sutherland: “O tempo das startups está a acabar”

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Andrew Sutherland, vice-presidente de Sistemas e Tecnologia da Oracle para a Europa, a Ásia e o Médio Oriente e África, fala sobre os grandes desafios do mundo digital.

A mudança tecnológica é uma inevitabilidade?
Sem dúvida! Os nossos filhos e netos já querem demorar muito pouco em coisas que antes levavam eternidades. Todos os dias, as nossas vidas mudam a um ritmo vertiginoso nos negócios e na forma de competir, mas também a nível pessoal. O que há de diferente num simples mês é impressionante – num ano nem se fala. E há uma pressão gigante para, por exemplo, tornar as bases de dados eficientes de modo a que nos tragam resultados concretos, evolução.

Nos carros autónomos isso é bastante claro, não?
Sim, uma nova arquitetura das bases de dados vai estar na origem de mais e melhores utilizações dos dados disponíveis. Os dados usados para a condução autónoma implicam precisamente tirar informação complexa dos sistemas disponíveis e pô-la em prática. Nesta área, o mais importante é perceber o que podemos fazer com os dados que conseguimos amealhar. Temos de estar conscientes de como podemos usar a informação.

Como é que se pode influenciar essa mudança através da tecnologia que criam?
Eu viajo muito pelo mundo, dadas as minhas funções na Oracle, e apercebo-me de que para países em desenvolvimento a nossa tecnologia é absolutamente vital. É semelhante ao que observávamos com o carvão ou o petróleo, sempre que um país entrava em forte processo de desenvolvimento precisava dessas matérias-primas. Agora, para se desenvolverem rapidamente, precisam da nossa tecnologia.

E em que fase vê Portugal nessa equação?
Portugal está a portar-se lindamente e é por isso que gosto tanto de vir cá. Nos últimos quatro ou cinco anos, tenho vindo ao Oracle Day e observo que as perguntas mudaram muito. São muito mais sofisticadas, porque já há conhecimento e utilização da tecnologia.

Qual é o maior desafio para a Oracle?
Podia dizer que é a concorrência, mas não é verdade. Sem querer parecer presunçoso, aquilo que fazemos é demasiado diferente. Por isso, o nosso maior desafio é precisamente a razão que me traz aqui: é comunicar estas mudanças que impulsionamos. Temos pessoas inteligentes a trabalhar juntas para resolver problemas e cada solução que criam é mais sofisticada – o que torna a comunicação mais e mais necessária e complexa.

E gosta desse papel?
É fantástico. Como adepto da tecnologia, é-me quase doloroso ver outros a tentar resolver uma questão que já foi resolvida – é uma perda de tempo. Comunicar o mais abrangentemente possível as soluções que desenvolvemos é importantíssimo, especialmente no mundo da nuvem. Só assim, o que produzimos é consumido e através dessas soluções os nossos clientes até evoluem sem se aperceberem.

Comunicar mudanças que acontecem a um ritmo vertiginoso…
É um desafio mantermo-nos a par das mudanças que acontecem na tecnologia, a este ritmo incrível. E há outra mudança significativa: o tempo das startups está a acabar… elas perceberam a tecnologia e passaram à frente das empresas que já existiam. Mas essas também já aprenderam de tecnologia – e combinar esse conhecimento com a experiência na indústria dá um poder incrível.

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