Habitação

Aumento das rendas em 2019 será superior a 1%

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Índice de Preços no Consumidor sem habitação ficou nos 1,14%

Tal como no ano passado, a atualização das rendas em 2019 deverá ser pouco superior a 1%.

O valor é calculado com base na inflação dos últimos 12 meses do Índice de Preços do Consumidor (IPC), excluindo a habitação. Em julho, o IPC sem habitação foi de 1,14%, revelou esta sexta-feira o Instituto Nacional de Estatística.

Para apurar o valor final do aumento das rendas previsto na lei fica apenas a faltar a inflação de agosto. Nos últimos onze meses o total do IPC sem habitação ficou sempre acima de 1%.

Em 2018, o coeficiente de atualização das rendas foi de 1,0112, o que correspondeu a um aumento definido em Diário da República de 1,12%, tendo sido o mais alto em cinco anos.

Em 2017 o aumento das rendas, que é aplicável aos meios urbano e rural, tinha sido de 0,54%. No ano anterior tinha ficado pelos 0,16%. Já em 2015 as rendas ficaram congeladas porque o IPC excluindo a habitação foi negativo. Em 2014 o aumento não chegou a 1% mas no ano anterior ultrapassou os 3%.

O aviso sobre a atualização das rendas tem de ser publicado em Diário da República até 30 de outubro. Após a publicação do aviso, os senhorios que optem por aplicar o aumento podem informar os inquilinos sobre a subida, que só pode ser efetiva 30 dias depois. Este aumento é aplicável a contratos celebrados a partir de 1990.

A inflação homóloga de julho, com habitação, foi de 1,6%, revelou o INE, confirmando a estimativa rápida de 31 de julho.

No que toca apenas às rendas, a taxa de variação homóloga foi 2,1% em julho. “Todas as regiões apresentaram variações homólogas positivas das rendas de habitação, tendo Lisboa registado o aumento mais intenso (2,7%)”, destaca o INE.

O valor médio das rendas por metro quadrado aumentou 0,2%. “A região com a variação mensal mais elevada foi a do Algarve, com uma taxa de 0,4%, sendo que todas as restantes regiões apresentaram valores positivos”.

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