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Banco BIC muda de nome e passa a chamar-se EuroBic no final de julho

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O banco BIC Português passará a chamar-se EuroBic a partir de 27 de julho, depois de uma decisão do tribunal ter forçado o banco a mudar a marca

O Banco BIC Português passará a chamar-se EuroBic a partir de 27 de julho, anunciou hoje a instituição, depois de uma decisão do tribunal ter forçado o banco a mudar a marca.

O novo nome foi hoje anunciado pelo presidente do banco, Teixeira dos Santos, em conferência de imprensa, em Lisboa, e surge na sequência da ação judicial metida em 2013 pelo Banco BIG queixando-se da similitude entre imagem e marca entre BIC e BIG, tendo o tribunal decidido pela obrigação de mudança de marca pelo BIC, sentença que transitou em julgado em janeiro, como noticiou hoje o jornal Público.

Teixeira dos Santos admitiu que não será simples a mudança de imagem das cerca de 200 agências, que terá de ficar concluída até 27 de julho, mas afirmou que o processo de “fornecimento de materiais físicos e digitais” já está em curso.

O ex-ministro das Finanças de José Sócrates disse ainda que o banco aproveitará esta mudança de marca para lançar uma nova estratégia de negócio para captar mais clientes particulares, sobretudo com mais rendimentos (gama média-alta), e empresas, neste caso pequenas e médias empresas (PME) e pequenos negócios.

“A mudança da marca resulta neste caso de uma obrigação legal e foi desde início encarada por nós como uma oportunidade para poder lançar de forma mais ativa a imagem do banco. Queremos que a nova marca reforce a perceção que há do banco, sem alienar de forma nenhuma o seu passado, que é algo que nos orgulha”, afirmou Teixeira dos Santos.

Segundo o gestor, a marca EuroBic preserva a imagem do BIC, não se confunde com outras marcas e ainda “evidencia o caráter europeu do banco”.

Questionado sobre se há a vontade de distanciar o banco da influência angolana, Teixeira dos Santos garantiu que “não se está a distanciar de nada”, mas a reforçar o BIC como banco que opera em todo o espaço europeu.

O gestor afirmou ainda que os bancos BIC Angola e BIC Português são entidades completamente independentes e que não há financiamentos cruzados entre os dois.

O Banco BIC teve prejuízos de 22,7 milhões de euros em 2016, penalizado pelas imparidades registadas por causa da reestruturação da dívida da PT International Finance.

Já para este ano as expectativas são de lucros, com crescimento da margem financeira e comissões, sendo que até maio o banco conseguiu seis milhões de euros positivos.

Em termos de custos, não prevê cortes devido aos investimentos em curso, disse o administrador financeiro.

O BIC Português tem os mesmos acionistas do banco BIC Angola, a empresária Isabel dos Santos e o luso-angolano Fernando Teles.

O empresário Américo Amorim vendeu a sua participação no BIC em 2014, tendo os 25% que detinha sido comprados por Isabel dos Santos e Fernando Teles

O BIC comprou em 2012 o BPN por 40 milhões de euros, ficando com a rede comercial deste banco nacionalizado em 2008, era então Teixeira dos Santos ministro das Finanças.

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