BES

Banco de Portugal acusa KPMG de falhas no BES. Coimas podem chegar a 2,5 milhões

SIKANDER SATTAR , SENIOR PARTNER DA KPMG.
SIKANDER SATTAR , SENIOR PARTNER DA KPMG.

Supervisor bancário lança acusações formais à auditora e a três responsáveis - entre eles Sikander Sattar, presidente da auditora em Portugal.

O Banco de Portugal acusa a auditora KPMG Portugal de falhas na verificação das contas do Banco Espírito Santo (BES) e do BES Angola (BESA). O processo contra-ordenacional do supervisor bancário está concluído desde março, com acusações formais à auditora e a três responsáveis – entre eles Sikander Sattar, presidente da auditora em Portugal. Se houver condenações, as coimas podem atingir até 2,5 milhões de euros.

Segundo o jornal Público desta terça-feira, o Banco de Portugal alega que a auditora externa devia ter obrigado o BES a colocar nas contas de 2011 e de 2012 reservas de limitação de âmbito, ou seja, avisar que não possuía informação suficiente sobre a sua exposição ao BESA.

A KPMG Portugal é também acusada de não ter canalizado para o Banco de Portugal, em 2013, a informação sobre o descontrolo da exposição do BES ao BESA. Este dado teria permitido ao Banco de Portugal apurar as verdadeiras necessidades do banco liderado por Ricardo Salgado. O défice de 3,1 mil milhões de euros no BESA no Verão de 2013 tinha sido tapado com um garantia do Estado angolano em dezembro de 2013 mas que acabou por ser revogada pelo supervisor bancário.

A acusação da KPMG terá gerado mal-estar interno dentro da auditora, que considera a decisão sem fundamento por o Banco de Portugal ter total conhecimento do que se passava no BES.

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