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Banco de Portugal duvida de decisão de Tomás Correia sobre multas do Montepio

Tomás Correia, (Reinaldo Rodrigues/Global Imagens
Tomás Correia, (Reinaldo Rodrigues/Global Imagens

Supervisor enviou carta a Carlos Tavares, presidente do Banco Montepio, sobre decisão do presidente da Associação Mutualista tomada em março de 2018.

O Banco de Portugal duvida da decisão da Associação Mutualista Montepio de transferir para o Banco Montepio as multas dos processos em que gestores ou ex-gestores do banco estejam envolvidos. O supervisor bancário mandou uma carta ao Banco Montepio com várias questões sobre a legalidade da decisão. No limite, a deliberação tomada em assembleia-geral no dia 16 de março de 2018 poderá ser anulada.

Além de indicar um potencial conflito de interesses – a proposta foi assinada por quem a aprovou e da qual pode ser beneficiário – poderão não ter seguido todos os requisitos legais, segundo a edição desta segunda-feira do jornal Público.

A instituição liderada por Carlos Costa também quer saber informação detalhada sobre os custos já incorridos com processos. Em concreto, refere-se o pagamento de 950 000 euros à sociedade de advogados Uría Menéndez – Proença de Carvalho, liderada por Daniel Proença de Carvalho (presidente do conselho de administração do Global Media Group, dono do Dinheiro Vivo).

A iniciativa aprovada em março de 2018 pode ter custos elevados para o Banco Montepio. Em fevereiro, o Banco de Portugal aplicou multas no montante total de 2,5 milhões de euros a ex-gestores do banco, incluindo Tomás Correia, que terá de pagar 1,25 milhões de euros. O gestor vai impugnar judicialmente esta decisão.

Este fim de semana, Tomás Correia defendeu-se do aperto do cerca feito pelo Banco de Portugal pelo poder político e garantiu que vai lutar para permanecer no cargo. A entrevista concedida ao Dinheiro Vivo e à TSF pode ler ser lida em duas partes:

Parte 1 – Tomás Correia: “Não ficará pedra sobre pedra desta decisão” do BdP

Parte 2 – Tomás Correia. “Nem os políticos nem os reguladores me encurralam”

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