Imobiliário

Bankinter descarta bolha no imobiliário. Mas avisa que preços têm de abrandar

Fotografia: Global Imagens
Fotografia: Global Imagens

O banco espanhol estima uma desaceleração na subida dos preços das casas nos próximos dois anos.

Ainda não há uma bolha no mercado imobiliário em Portugal. Mas se os preços continuarem a subir existe o risco de haver um sobreaquecimento, avisam os economistas do Bankinter. Os especialistas do banco espanhol preveem que as casas continuem a valorizar, mas a um ritmo bem mais baixo que o verificado nos últimos anos.

“No que diz respeito ao setor imobiliário, reiteramos a nossa estimativa de continuação da valorização dos preços da habitação, embora a um ritmo significativamente mais moderado: +4% em 2019 e +1,5% em 2020”, refere o Bankinter numa nota de investimento. Os especialistas descartam “para já” um cenário de “bolha imobiliária”.

Mas avisam que para prevenir esse desfecho “é fulcral que o abrandamento esperado se verifique em 2019”. Caso contrário, salientam, “o mercado poderá ficar sobreaquecido e vulnerável aos fatores de risco que poderão entrar em jogo já este ano”. Em 2019 o aumento da oferta de novos imóveis para venda e o aumento dos custos de financiamento poderão ser um travão para o valor dos imóveis de habitação.

Revisão em baixa do crescimento

O Bankinter considera que o panorama da economia portuguesa está agora “mais fragilizado do que há um ou dois anos”. A culpa, realçam os economistas do banco espanhol, é da “deterioração da conjuntura externa (da mesma forma que a boa evolução recente também se deveu, em grande medida, à ajuda dos ventos externos)”.

Ainda assim, o Bankinter refere que “apesar da existência de mais riscos, estes ainda estão controlados e não perspetivamos uma inversão do ciclo económico a curto/médio prazo”. Ainda assim, os especialistas do banco veem “margem para mais crescimento, embora a um ritmo mais moderado, mas que permitirá ao país prosseguir com o equilíbrio da sua posição financeira e redução do endividamento público, que continua a ser o Calcanhar de Aquiles”.

No entanto, a deterioração das perspetivas sobre a procura global e sobre o investimento resultou numa revisão em baixa da estimativa do Bankinter para o crescimento económico. “Decidimos rever três décimas em baixa a estimativa de crescimento económico em 2019, para 2,0%. Em 2020, estimamos agora um crescimento de 1,9% vs 2,0% estimado anteriormente”, concluem os especialistas do banco espanhol.

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