Brexit

Boris Johnson arrasa trabalhistas com maioria absoluta

Boris Johnson, primeiro-ministro do Reino Unido REUTERS/Henry Nicholls
Boris Johnson, primeiro-ministro do Reino Unido REUTERS/Henry Nicholls

É a maior vitória para os Conservadores desde o triunfo de Margaret Thatcher em 1987. Brexit fica com todas as condições para avançar

O Partido Conservador venceu as eleições legislativas antecipadas no Reino Unido com uma maioria absoluta, apesar de a contagem dos votos continuar em curso. Apuradas já 613 circunscrições, o partido de Boris Johnson conquistou 337. Para obter uma maioria absoluta, é preciso vencer em 326 das 650 circunscrições eleitorais. O Partido Trabalhista teve uma derrota histórica.

O Partido Conservador conquistou até agora mais 43 assentos na Câmara dos Comuns do que nas eleições de 2017. “Parece que ao Governo Conservador foi outorgado um novo e poderoso mandato para a fazer o brexit, e não só fazer o brexit mas para unir o país, levá-lo para a frente e focar nas prioridades do país”, disse Boris Johnson, ao discursar na circunscrição de Uxbridge and South Ruisli, na qual era candidato, após o anúncio da sua reeleição.

O Partido Trabalhista, o principal partido da oposição perdeu até agora 56 assentos e elegeu 200 deputados. O líder, Jeremy Corbyn, admitiu que a derrota é “muito dececionante” e anunciou que pretende renunciar às funções, após conduzir um “processo de reflexão sobre este resultado e sobre as políticas que vai manter no futuro”.

A líder dos Liberais Democratas, Jo Swinson, falhou a reeleição como deputada na circunscrição escocesa de Dumbartonshire East por uma margem de 149 votos para Amy Callaghan, do Partido Nacionalista Escocês (SNP). O SNP já elegeu 46 deputados, mais 13 do que em 2017, enquanto os Liberais Democratas só garantiram oito.

Uma sondagem à boca das urnas indicou que o Partido Conservador terá 368 deputados, o partido Trabalhista 191, o Partido Nacionalista Escocês 55, os Liberais Democratas 13 e o Plaid Cymru (nacionalistas galeses) três e os Verdes um assento.

Na prática, para obter uma maioria absoluta, um partido precisa de vencer em 326 das 650 circunscrições eleitorais, mas são precisos menos deputados porque o presidente da Câmara dos Comuns não vota e os deputados do Sinn Fein têm uma longa tradição de não assumirem funções.

Cerca de 46 milhões de britânicos votaram nas eleições legislativas de ontem (quinta-feira) no Reino Unido, as terceiras em menos de cinco anos, convocadas pelo governo para tentar desbloquear o impasse criado no parlamento pelo processo de saída do país da União Europeia (UE).

A votos estiveram os 650 assentos na Câmara dos Comuns, a câmara baixa do parlamento britânico, aos quais concorreram 3.322 candidatos, dos quais 1.124 mulheres, tendo os partidos Conservador (635), Trabalhista (631), Liberal Democrata (611), Verde (498) e Partido do Brexit (275) concorrido no maior número de circunscrições a nível nacional.

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